Luzes que se apagam, olhos atentos e a imaginação pronta para viajar. Em outubro, Florianópolis volta a se transformar em um grande palco para histórias capazes de emocionar, divertir e despertar novos olhares sobre o mundo. Em sua edição comemorativa de 25 anos, a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis selecionou 134 filmes que celebram a diversidade das infâncias e a força do audiovisual voltado às novas gerações.
Entre os dias 9 e 17 de outubro, o evento reunirá 130 curtas-metragens produzidos em 17 países e em 20 estados brasileiros, além de longas convidados que prometem ampliar o diálogo entre diferentes culturas, narrativas e formas de enxergar a infância. Todos os curtas disputarão a Mostra Competitiva, enquanto títulos como Hora do Recreio, de Lucia Murat, O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, Eu e Meu Avô Nihonjin, de Célia Catunda, e O Gênio do Crime, de André Felipe Binder, já estão confirmados na programação.
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O cinema brasileiro marca presença de forma expressiva. São Paulo lidera a seleção nacional com 19 obras, seguido por Minas Gerais, com 16, e Santa Catarina, que emplacou 11 produções. Também estão representados estados como Alagoas, Goiás, Maranhão, Pará, Rondônia e Tocantins. No cenário internacional, França e Rússia aparecem com seis filmes cada, enquanto Colômbia e coproduções entre França e Bélgica somam quatro obras. Alemanha, Espanha, México, Argentina, Chile, Estados Unidos, República Checa, Venezuela, Holanda e Eslováquia também integram a programação.
A escolha das produções partiu de um universo de 339 filmes inscritos, sendo 223 nacionais e 116 internacionais. Segundo a diretora da Mostra, Luiza Lins, a curadoria priorizou a qualidade técnica e artística das obras, além da capacidade de dialogar com diferentes públicos infantis. Ela ressalta que a limitação da programação impediu a inclusão de mais produções, reforçando a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas à circulação do cinema infantil brasileiro.
Mais do que uma vitrine para novos filmes, a Mostra reafirma seu compromisso com a formação de público e com o acesso democrático à cultura. As sessões acontecerão no Teatro Ademir Rosa e na Sala de Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC), além de percorrer escolas públicas, comunidades da Grande Florianópolis e chegar ao público também pela internet, através do canal oficial da Mostra e de uma plataforma de streaming parceira.
A Ilha esqueceu que era ilha, mas o mar nunca deixou de esperar
O mar escreveu as primeiras páginas da história de Florianópolis. Muito antes do asfalto ocupar o protagonismo, eram as águas que aproximavam pessoas, movimentavam a economia e definiam o ritmo da vida na Ilha. A cidade nasceu…





