Medicamentos eram vendidos pela internet e em grupos de mensagens e enviados de Criciúma como produtos de maquiagem
Uma mulher foi condenada por vender medicamentos abortivos pela internet e por meio de grupos de aplicativos de mensagens e enviá-los pelos Correios para diferentes estados brasileiros. Segundo a denúncia, ao menos 27 remessas foram feitas em outubro de 2020, com as caixas identificadas como contendo produtos de maquiagem e remetidas em nome de uma empresa que não existia. A mulher foi condenada pela comarca de Criciúma a um ano, dez meses e seis dias de reclusão, inicialmente em regime aberto.
De acordo com o Ministério Público, as encomendas continham comprimidos de Cytotec, medicamento que tem como princípio ativo uma substância com propriedades abortivas. As postagens foram feitas em uma agência dos Correios de Criciúma e tinham como destino os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima, Espírito Santo, Ceará, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, além do Distrito Federal.
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A apreensão ocorreu após um trabalho conjunto do Centro de Distribuição dos Correios e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), responsável pela fiscalização de materiais orgânicos encaminhados pelo serviço postal. Durante a perícia, foram identificadas impressões digitais da acusada em uma das caixas.
A mulher confessou os crimes, mas afirmou que era responsável apenas pelos envios. A versão, porém, não foi acolhida pela Justiça. Dados extraídos do celular apreendido mostraram, segundo a sentença, que ela mantinha contato frequente com as compradoras e participava ativamente de grupos de aplicativos de mensagens utilizados para a comercialização dos medicamentos.
Sem controle sanitário e sem orientação profissional
Na decisão, o juízo considerou como fatores negativos as circunstâncias do crime e a culpabilidade da ré. A sentença destacou que os medicamentos eram comercializados sem controle sanitário e sem orientação profissional, o que aumentaria os riscos para mulheres que recorressem ao produto para interromper uma gestação.
Também foi considerado o alcance da atividade, já que as remessas eram destinadas a diversos estados brasileiros. Outro ponto destacado foi a utilização de um nome empresarial falso nas embalagens, estratégia que, segundo a decisão, buscava dificultar a identificação da responsável pelos envios.
A decisão judicial se tornou definitiva, ou seja, não cabe mais recurso por parte da mulher condenada.
‘Veranico’ traz temperaturas acima de 30°C em SC nesta terça-feira (18)
Tempo permanece ensolarado em todas as regiões
A atuação do vento norte sobre Santa Catarina provoca um “veranico” no estado, com tempo seco e temperaturas acima de 30°C nesta terça-feira (18). O dia inicia com termômetros acima de 21°C no Litoral Sul e entre 20°C e 23°C nas demais regiões.





