5 de outubro de 2026
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Mulher que matou o marido e escondeu corpo no freezer tem pena mantida em SC

Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Recursos interpostos pela defesa da ré e pelo Ministério Público foram julgados improcedentes

A ré Cláudia Hoeckler, condenada a 20 anos de prisão pela justiça catarinense por matar o marido e esconder o corpo no freezer em Lacerdópolis, no Oeste de Santa Catarina, teve a pena mantida pelo Tribunal de Justiça. Recursos interpostos pelo Ministério Público e pela defesa da mulher foram analisados, mas julgados improcedentes e a sentença não foi alterada.

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O MP pedia o aumento da pena para a ré. Segundo o órgão, a personalidade e a culpabilidade da ré, assim como as consequências do crime e todo o conjunto probatório, que engloba a premeditação, a frieza e a projeção midiática do caso, deveriam ser valorados negativamente. O pedido, porém, foi indeferido.

A defesa, por sua vez, pedia a anulação do julgamento. O TJ analisou o recurso, mas também o julgou improcedente. Segundo o judiciário, a decisão tomada pelos jurados, em sessão ocorrida entre os dias 28 e 29 de agosto de 2025, na Câmara de Vereadores de Capinzal, foi respaldada por uma das versões plausíveis apresentadas em plenário, ou seja, a acusação sustentada pelos Promotores de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos e Diego Bertoldi.

Foto: TJSC

Desta forma, Cláudia Hoeckler, de 43 anos, seguirá cumprindo a pena de 20 anos e 24 dias, pelos crimes de homicídio qualificado, por asfixia e recurso que dificultou a defesa, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, atenuada pela confissão. Ela segue presa em regime fechado, pois o regime ainda não progrediu para o semiaberto.

Relembre o caso

Valdemir Hoeckler, de 52 anos, foi assassinado no dia 19 de novembro de 2022, pela companheira Cláudia Hoeckler. Ele foi dopado e asfixiado pela condenada na casa onde o casal morava em Lacerdópolis, no Meio-Oeste catarinense.

Durante depoimento à polícia, a assassina confessa relatou que deu três remédios ao marido, o que fez ele dormir. Ela amarrou os pés e as mãos para impedir qualquer reação e depois colocou uma sacola na cabeça presa por uma borracha no pescoço. O homem se debateu, mas ela pressionou o saco contra a boca e o nariz da vítima, até que o marido morreu.

Após esconder o corpo no freezer, ela viajou com amigas para participar de um encontro com grupo de professoras em Abdon Batista. Para a polícia, afirmou que planejou o assassinato no dia anterior, quando disse que iria viajar e foi ameaçada pelo marido. A acusada foi presa depois que o crime foi descoberto em 2022 e teve a liberdade provisória concedida ano seguinte. Contudo voltou a ser presa em 2024 depois que a Justiça entendeu que ela descumpriu medidas cautelares e permaneceu presa até o dia da condenação.

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