Módulo lançado pela SpaceX colidiu com o satélite em 5 de agosto e abriu buraco gigante
A Nasa divulgou, nesta terça-feira (18), imagens da cratera aberta pelo foguete Falcon 9, da SpaceX na Lua, após uma colisão em 5 de agosto. As fotografias foram capturadas pelo Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, na sigla em inglês), em 11 e 12 de agosto.
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Conforme a divulgação, cálculos realizados através do comprimento da sombra formada pela cratera revelaram que o buraco tem 18 metros de largura e menos de três de profundidade. O LRO, lançado em 2009 para orbitar a Lua de polo a polo e ajudar em estudos sobre o astro, capturou imagens de diversos ângulos, que serão utilizados em estudos futuros sobre a existência de gelo de água abaixo da superfície lunar.
A Nasa informou também faixas escuras e claras puderam ser observadas em regiões próximas à cratera. Segundo a agência, as faixas escuras “são formadas por poeira superficial e rochas há muito tempo alteradas pelo vento solar, pelos raios cósmicos galácticos e pelos impactos de micrometeoritos”, que foram ejetadas pela colisão de uma profundidade de cerca de 45 centímetros abaixo da superfície. Já as claras são compostas por material recente escavado de camadas mais profundas do subsolo lunar.
Foguete colidiu com a Lua a 8,7 mil km/h
Segundo a Nasa, o choque ocorreu em regiões próximas às crateras Einstein e Bello durante uma tentativa de pouso de um módulo lançado pelo Falcon 9 a uma missão na Lua. Estima-se que, no momento do ocorrido, o módulo estaria a cerca de 8,7 mil km/h e causou um impacto semelhante à explosão de cerca de 2,8 toneladas de TNT.
O Falcon 9 foi lançado ao espaço em janeiro de 2025, quando lançou dois módulos de pouso lunar. Um deles, o Blue Ghost-1, da empresa americana Firefly Aerospace, completou a missão com sucesso. O outro, o japonês Hakuto-R, da empresa iSpace, chocou-se contra a Lua. O impacto não pode ser observado a olho nu, mas a cratera causada está sendo estudada em detalhes por meio das imagens coletadas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). As primeiras imagens foram divulgadas nesta terça, cerca de duas semanas após a Coreia do Sul publicar os primeiros registros.
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