13 de agosto de 2026
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Internacional

OMS: Surto de Ebola na RD Congo pode ser o mais mortal da história

Foto: Josua Mulala Raymond/OMS
Número de mortes em três meses passa de 2 mil

O surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo desde o fim de abril deste ano pode se tornar o mais mortal da história, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais de 2 mil pessoas morreram entre os mais de 4,3 mil casos registrados no leste do país.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que, no ritmo atual, a epidemia pode superar o surto da África Ocidental de 2014 a 2016. Á época, mais de 11 mil pessoas morreram entre os mais de 28 mil casos provocados pela cepa Zaire do vírus.

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A atual epidemia é provocada pelo vírus Bundibugyo, para o qual não há vacina nem tratamento clínico aprovados. A alta no número de mortes também acelerou ao longo da epidemia na RDC. Os primeiros mil óbitos foram registrados ao longo de nove semanas, enquanto os mil seguintes ocorreram em apenas três.

“Em algumas áreas do leste da RDC, o surto de Ebola está ultrapassando nossa capacidade de resposta, tornando urgente que nós rapidamente ampliemos a escala de cada aspecto dos nossos esforços para contê-lo”, afirmou Tedros. “Essa ação deve ser sustentada por comprometimento, mais recursos e maior apoio internacional. Juntos, precisamos garantir acesso seguro as equipes de resposta, proteger civis e profissionais da saúde, e mobiliar o suporte necessário para encerrar esta epidemia e salvar vidas”.

Vírus avança em áreas remotas

A OMS declarou oficialmente o surto de Ebola no Congo Democrático em 15 de maio, mas afirma que os primeiros casos surgiram ainda em fevereiro. Os primeiros registros teriam sido atribuídos de forma equivocada a outras doenças, como malária, febre tifoide ou a uma forma mais comum de Ebola.

Mais de dois terços das mortes pela doença ocorrem fora de centros de tratamento. O vírus avança em comunidades remotas do leste do país, região afetada por conflitos e próxima às fronteiras com Sudão do Sul, Uganda e Ruanda.

Agências humanitárias afirmam que o medo da infecção e a desinformação afastam moradores dos serviços de saúde. A epidemia também prejudica serviços essenciais, como vacinação de rotina e atendimento a partos. Cortes na ajuda internacional dificultam a resposta e o monitoramento da doença no Congo. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), por exemplo, foi desativada em julho de 2025 pelo presidente Donald Trump.

Homem é morto pela PM após manter mulher e filho em cárcere em SC

Suspeito avançou contra agentes com uma faca após ser levado para a residência para esclarecimentos

Um homem de 25 anos foi morto pela Polícia Militar (PMSC) na noite desta quarta-feira (12) em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, após manter uma mulher e seu filho de 5 anos de idade em cárcere privado. Ele foi alvejado por disparos de arma de fogo após avançar contra os policiais com uma faca.