Baixo nível da água prejudica o transporte de cargas essenciais e a geração de energia e forçam restrições de consumo
Além das ondas de calor extremo e incêndios florestais, a Europa enfrenta agora outro grave desafio ecológico com impactos econômicos: uma seca história. A estiagem severa em importantes rios do continente já compromete o abastecimento, o transporte de mercadorias e a infraestrutura de países como Alemanha, Hungria e Romênia.
Na Alemanha, o nível do Rio Reno, uma das rotas comerciais mais vitais do país, baixou tanto que embarcações foram obrigadas a reduzirem drasticamente suas cargas ou a buscarem rotas alternativas por trens e caminhões, o que torna o frete mais caro. Pelo rio transitam insumos fundamentais, como grãos, minérios, carvão e derivados de petróleo. Além disso, cerca de de 80 municípios alemães já precisaram adotar restrições severas no consumo de água durante o verão.
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Os reflexos da estiagem também atingem o Rio Danúbio, o segundo mais longo da Europa. A queda no volume de água prejudica diretamente a geração de energia. Na Hungria, a maior usina do país opera com apenas 12% de sua capacidade e corre o risco de ser desligada caso os níveis continuem caindo.
Na Sérvia, os efeitos da seca revelaram vestígios históricos, como um antigo navio alemão da Segunda Guerra Mundial que ressurgiu no leito ressecado. A embarcação foi afundada pelas próprias tropas nazistas para frear o avanço do exército soviético. Já na Hungria, a seca do Danúbio revelou uma bomba da Segunda Guerra. Na Bulgária, historiadores encontraram ossos de mamute, uma espécie extinta.
Outros rios importantes para os países europeus também chegaram a níveis historicamente baixos. Na Polônia, a estiagem do Rio San levou o uso da água nas indústrias a ser suspenso. Um refúgio para escapar do calor, o Lago Brenet, na fronteira da França com a Suíça, também secou completamente.
Veja na reportagem do Jornal da Noite
*Com informações de Band.com.br
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