28 de agosto de 2026
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Brasileiro relata tensão e destruição no Nepal: “Medo estampado nos olhos”

Foto: Reprodução Band/ Google Maps
Fabrício Guaitacá relatou, à BandNews TV, o drama no país apósn enchentes, deslizamentos e avalanches que mataram mais de 350 pessoas

Um brasileiro que vive no Nepal relatou o clima de tensão vivido no país após uma tragédia provocada por enchentes, deslizamentos e avalanches. O desastre já soma quase 1.500 desaparecidos e mais de 350 mortos.

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Resgate difícil e corpos arrastados

Segundo o relato de Fabrício Guaitacá à BandNews TV, a situação é dramática e as autoridades correm contra o tempo para tentar resgatar sobreviventes. Em algumas regiões, a quantidade de lama e os riscos impedem até mesmo a descida de helicópteros para auxiliar nos resgates.

Mesmo em áreas distantes de onde o fenômeno ocorreu inicialmente, os efeitos são sentidos. “53 corpos foram achados nas proximidades aqui da cidade pelos rios que foram trazidos pela correnteza, ou seja, ainda que nós não vemos a enchente acontecer aqui perto, mas mentalmente as pessoas estão bastante afetadas”. Ele acrescentou que “com certeza há riscos grandes de que muitas pessoas – muitos corpos – não serão encontrados, porque o tamanho foi muito grande, e a área afetada de asfalto somente são 55 km, fora as áreas de montanhas e áreas de rios também”.

Impacto no cotidiano e isolamento

O luto e o medo marcaram o dia a dia da população local, que lida com cortes no abastecimento de energia elétrica, falta de água e restrições no fornecimento de gás.

“Nós estamos impedidos de sair da cidade e ir para outra cidade, a não ser que seja por avião. Então, as vias terrestres estão completamente fechadas porque há risco de desmoronamento em quase todo o Nepal no momento”, disse. “Até hoje mesmo o preço dos alimentos já subiu aqui na cidade, dado o ocorrido de ontem, e eu acredito que vai demorar um tempinho para voltar tudo ao normal”.

Solidariedade e fé em meio à crise

Apesar da vulnerabilidade financeira e estrutural do país, o morador destacou a forte união e o senso de comunidade dos nepaleses. “O que vejo no Nepal é que as pessoas têm uma essência de comunidade, de generosidade, e as pessoas elas são dispostas a reconstruir tudo o que aconteceu”.

O brasileiro também pontuou o que pôde observar no rosto das pessoas em meio à tragédia. “Descendo e olhando nos olhos das pessoas próximos aos lagos, próximos aos rios, e vendo ali o medo estampado nos olhos dessas pessoas, o que elas têm para ali no momento é o apego à fé, à espiritualidade, à esperança de que aquilo não aconteça com elas também”, disse. “O Nepal é um país que é escasso financeiramente do dinheiro, porém que é rico de beleza natural, é rico desse senso de comunidade e de humanidade. É com esses olhos que eu vejo o Nepal. É realmente de partir o coração, o luto aqui no país é muito grande”.

Jovem caminhoneiro é parado pela polícia por parecer criança e ganha as redes sociais

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O jovem caminhoneiro Gabriel Allan Rodrigues, natural de Mafra, em Santa Catarina, ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana por se parecer com uma criança. Ele tem 22 anos, mas parece ter apenas 10, por conta da sua baixa estatura, cerca de 1,60, e da voz infantilizada.