8 de setembro de 2026
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Saúde

Estudo aponta que adoçantes podem aumentar a propensão à diabetes e afetar gerações futuras

Foto: Banco de imagens
Pesquisa foi realizada em camundongos e o mesmo resultado não foi avaliado em humanos

Um estudo realizado por pesquisadores do Chile em abril de 2026 apontou que o uso de adoçantes a longo prazo pode aumentar a vulnerabilidade a condições como diabetes e afetar gerações futuras. A pesquisa foi realizada em camundongos e o mesmo resultado não foi avaliado em humanos.

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O estudo dividiu 47 camundongos machos e fêmeas em três grupos, onde o primeiro recebeu água pura, o segundo água com sucralose e o terceiro água com estévia. As doses fornecidas aos animais foram semelhantes ao consumo humano regular, sem doses elevadas.

Na sequência, os pesquisadores reproduziram cada um dos membros dos grupos por duas gerações (pais – filhos – netos). A partir da segunda geração em diante, todos os animais receberam apenas água pura sem adoçante. Todas as gerações receberam testes de tolerância oral à glicose para avaliar o quão rápido o organismo conseguia normalizar o açúcar no sangue.

Ainda foram coletadas amostras fecais para estudar quais bactérias estavam mais ou menos presentes no intestino e os ácidos graxos de cadeia curta produzidos pelas bactérias. O objetivo foi identificar se os adoçantes alteravam a microbiota de modo que pudesse ser transmitido às gerações seguintes. Além disso, os pesquisadores mediram a expressão de cinco genes envolvidos na inflamação, barreira intestinal e metabolismo no fígado e intestino.

O resultado da pesquisa apontou que cada tipo de adoçante produziu um efeito diferente. Os efeitos mais fortes e duradouros foram observados no grupo que recebeu sucralose, onde foi observado uma piora na tolerância à glicose, aumento de bactérias ruins, ativação de genes inflamatórios e desaceleração metabólica, que persistiu até a segunda geração.

Já no grupo que consumiu estévia o impacto foi mais leve e o aumento na glicose foi observado com mais evidência na primeira geração, ainda que fêmeas da segunda geração também tenham apresentado um aumento.

Os pesquisadores destacam que os resultados observados nos camundongos não refletem o que acontece com os humanos. No entanto, os responsáveis pelo estudo sugerem que sejam realizadas investigações adicionais.

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