Ex-companheiro teria jogado carro da vítima de ponte, mas confessou tê-la matado por asfixia
A filha de 9 anos de Débora Dambros prestou depoimento à Polícia Civil (PCSC) após ter presenciado a morte da mãe, em julho deste ano. O caso, inicialmente tratado como acidente de trânsito entre Palmitos e São Carlos, no Oeste de Santa Catarina, passou a ser investigado como feminicídio.
Segundo o advogado da família, a filha mais velha de Débora presenciou o crime. O ex-marido, de 30 anos, e o ex-sogro da vítima foram presos preventivamente em 31 de julho, após a investigação da PCSC apontar que o ex-companheiro a teria matado por meio de asfixia e contado com a ajuda do pai transportar o corpo e lançar o carro no Rio Barra Grande, na tentativa de forjar um acidente.
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A criança prestou depoimento especial à Justiça, acompanhada por uma profissional em uma sala reservada do Fórum de Xaxim, cidade onde a vítima morava. Ela foi ouvida por mais de uma hora por um juiz, um promotor, advogados e familiares por meio de videoconferência.
Segundo a defesa, a menina sabia que estava sendo gravada, mas não que outras pessoas acompanhavam o depoimento por vídeo. Perguntas foram encaminharam e feitas à criança pela profissional. O depoimento especial é para ouvir crianças e adolescentes em situações de violência ou que possam exigir proteção durante o processo.
A oitiva durou mais de uma hora, mas não teve o conteúdo divulgado. A audiência de instrução que dará início ao julgamento dos suspeitos por feminicídio em Tribunal do Júri foi marcada para 15 de setembro. Serão ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, além do interrogatório dos acusados.
Relembre o caso
Débora Ester de Biazi Dambros, de 24 anos, foi encontrada morta no dia 21 de julho, após o carro que ela dirigia cair de uma ponte na SC-283 para dentro do Rio Barra Grande. A mulher foi achada pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) já sem vida, do lado de fora do veículo.
O que parecia ser um acidente de carro, no entanto, revelou-se um crime de feminicídio após a investigação da PCSC. Segundo o CBMSC, o corpo da condutora apresentava múltiplos traumas e a perícia concluiu que a causa da morte não era compatível com um acidente de trânsito.
A investigação resultou na prisão do ex-marido e do ex-sogro de Débora, que confessaram o crime, segundo a PCSC. O crime teria ocorrido na residência da vítima em Xaxim, a cerca de 70 quilômetros de onde o corpo foi encontrado, e na frente dos filhos, de 8 e 2 anos de idade.
Segundo a PCSC, Débora foi morta por asfixia pelo ex-marido, que teria aplicado um golpe de “mata-leão”. A motivação seria a não aceitação do término do relacionamento que a jovem mantinha com o autor havia 12 anos.
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