25 de setembro de 2026
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Justiça nega recurso e acusado de matar Catarina Kasten responderá por ocultação de cadáver

Imagem: Reprodução
Defesa de Giovane Correa Mayer tentou excluir crime da denúncia por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes

A Justiça negou um recurso da defesa do homem acusado de matar a estudante Catarina Kasten, de 31 anos, em Florianópolis, para que ele não fosse julgado pelo crime de ocultação de cadáver. Giovane Correa Mayer, de 21 anos, será submetido a Júri Popular acusado pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes.

A decisão da 4ª Câmara criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) foi unânime em manter a íntegra da denúncia oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A defesa do acusado buscava excluir a imputação de um dos crimes, em uma tentativa de reduzir a pena em caso de condenação.

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A 36ª Promotoria de Justiça, autora da ação penal, avaliou que o recurso não deveria sequer ser analisado pelo TJSC, uma vez que se baseava em uma tese que não havia sido discutida anteriormente no processo. “Além disso, o Ministério Público argumentou que há elementos suficientes indicando que o acusado levou a vítima para uma área de mata de difícil acesso e pouco visível, onde o corpo foi encontrado posteriormente”, informou o órgão.

De acordo com o MPSC, a defesa de Giovane argumentou ainda que outras pessoas poderiam ter alterado a cena do crime. No entanto, o órgão rebateu que essa hipótese não possui respaldo nas provas reunidas durante a investigação.

O acusado segue preso preventivamente. O Tribunal do Júri que julgará o caso é formado por sete jurados sorteados entre cidadãos comuns, que representam a sociedade e decidem pela condenação ou absolvição do réu por meio de votação sigilosa. A data ainda não foi definida e a defesa de Giovane  ainda poderá recorrer em caso de condenação.

Foto: Redes Sociais/Reprodução

Relembre o crime

A estudante de pós-graduação Catarina Kasten foi estuprada e morta na manhã de 21 de novembro de 2025, enquanto retornava para casa de uma aula de natação na Praia do Matadeiro, no Sul de Florianópolis. O suspeito foi encontrado e preso no mesmo dia, e confessou p crime.

A Polícia Militar (PMSC) foi acionada pelo companheiro de Catarina, ao perceber a demora dela para voltar para casa. O corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata próxima à trilha de acesso à Praia do Matadeiro, apresnetando sinais de asfixia. De acordo com o MPSC, o acusado agiu com intenção de matar, envolvendo o pescoço da vítima com um objeto, depois que a mulher foi violentamente abordada e estuprada.

A denúncia do MPSC também aponta que o crime foi cometido mediante emboscada, pois o acusado, agindo de forma premeditada, se escondeu atrás de uma lixeira para observar a movimentação no local. Depois do feminicídio, ele arrastou o corpo para um ponto de difícil acesso e visualização, em meio à mata e a pedras, longe da trilha.

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Santa Catarina é apontada como o novo polo de imigração do Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, 15,7% da população total de Florianópolis era natural de outros estados, enquanto 2% veio de outros países. A estimativa é de que, nos cinco anos anteriores, a capital tenha recebido 84,6 mil imigrantes. Essa aceleração no fluxo migratório levanta preocupações sobre a pressão sobre os serviços públicos, em especial a saúde.