8 de outubro de 2026
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Policial

Operação da GAECO prende ex-secretário e empresário por suspeita de corrupção em SC

Foto: MPSC
Investigação aponta suspeitas de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e tentativa de dificultar as apurações; nove mandados de busca foram em Blumenau e Florianópolis

O ex-secretário municipal de Blumenau e um empresário foram presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (7), durante a segunda fase da Operação Sentinela, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). A operação investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos do Município de Blumenau e apura suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falso testemunho e obstrução das investigações. Ao todo, nove mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva foram cumpridos em Blumenau e Florianópolis.

A Operação Sentinela II é um desdobramento da primeira fase da investigação, deflagrada em maio de 2026 para apurar suspeitas de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionadas a contratos firmados com o Município de Blumenau entre 2021 e 2024. O ex-secretário já era investigado na primeira fase da operação por suspeita de envolvimento no suposto esquema relacionado a contratos de serviços especializados, limpeza urbana e segurança em escolas e creches.

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Suspeitas envolvem contratos milionários

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a apuração identificou suspeitas de direcionamento de licitações, combinação antecipada de preços e devolução ilegal de parte dos valores pagos pela Prefeitura de Blumenau. Um dos casos investigados envolve a contratação emergencial de serviços de vigilância para escolas municipais após o ataque à creche em abril de 2023. Conforme o MPSC, informações sigilosas sobre as propostas apresentadas pelas empresas teriam sido repassadas de forma indevida, permitindo que uma delas elaborasse uma oferta com base nos valores das concorrentes e vencesse a licitação. O contrato firmado ultrapassou R$9 milhões.

Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que os suspeitos e pessoas ligadas a eles teriam tentado esconder bens e dificultar a identificação da origem de recursos possivelmente relacionados aos crimes investigados na primeira fase.

O que motivou as prisões

Os investigadores teriam encontrado inconsistências em documentos apresentados por Espezim sobre a negociação de um imóvel, em Blumenau. O empresário teria afirmado que comprou o imóvel do ex-secretário, mas os documentos apresentariam datas incompatíveis. Para o GAECO, o contrato poderia ter sido usado para simular uma negociação e disfarçar possíveis repasses relacionados ao suposto esquema. A investigação também aponta que Espezim teria usado recursos para quitar um apartamento em Itajaí, avaliado em mais de R$1 milhão.

Os investigadores ainda apuram um possível vazamento de informações por parte de uma empresa financeira que teria alertado o ex-secretário sobre a investigação após uma solicitação sigilosa de dados bancários. Além das prisões, foram realizadas buscas nas casas dos dois e de outros três investigados, além de quatro empresas. O Ministério Público também pediu o bloqueio dos dois imóveis atribuídos ao ex-secretário.

Operação Sentinela II

Entre os elementos analisados pelos investigadores estão movimentações financeiras consideradas fora do padrão, negociações de bens e operações realizadas por meio de terceiros. As diligências também teriam identificado tentativas de interferência na produção de provas e de obstrução das investigações. Diante desses elementos, a Justiça autorizou novas medidas cautelares e decretou a prisão preventiva dos dois investigados.

Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados pelas equipes responsáveis e poderão subsidiar o avanço das investigações. O processo tramita sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas após a publicidade dos autos.

O nome da operação faz referência à figura da sentinela, responsável pela vigilância e proteção. Segundo o MPSC, nesta segunda fase, o nome representa a atuação das instituições para preservar a integridade das investigações e combater práticas que possam ocultar patrimônio, dificultar a produção de provas ou comprometer a atuação da Justiça. A investigação é conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, com apoio do GAECO.

O que é o GAECO

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e formada por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual.

O grupo atua na identificação, prevenção e repressão de organizações criminosas e em investigações de maior complexidade.

Professor é afastado após denúncias de importunação sexual contra alunas em SC

Polícia Civil investiga relatos de importunação sexual e coação; estudantes serão ouvidas em procedimento especial e caso corre em segredo de Justiça

Um professor da rede municipal de ensino de Faxinal dos Guedes, no Oeste de Santa Catarina, foi afastado da função pública por determinação da Justiça após denúncias de importunação sexual e coação envolvendo estudantes. Segundo a Polícia Civil (PCSC), o investigado também teria comparecido à sala de aula com o objetivo de intimidar as alunas. O caso tramita sob segredo de justiça.