Vítima de 13 anos recebeu alta hospitalar dez dias após ser baleada na cabeça, em Chapecó
O adolescente de 13 anos investigado por atirar na cabeça de um amigo, também de 13 anos, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, deixou a internação provisória e responderá ao procedimento judicial em liberdade. A decisão foi tomada pela Justiça nesta segunda-feira (19), após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com base nos elementos reunidos durante a investigação da Polícia Civil (PCSC). O caso segue sob segredo de Justiça.
Segundo o advogado de defesa, Yonatan Maier, o Ministério Público analisou as informações levantadas na investigação e solicitou a revogação da internação provisória. Em vídeo divulgado pela defesa, Maier afirmou que a decisão considera a gravidade do ocorrido, mas também a existência de elementos que apontariam para a possibilidade de um disparo acidental. O advogado ressaltou, porém, que a medida não representa uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade do adolescente.
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A investigação do caso continua em andamento, e novas ações deverão ser realizadas para esclarecer as circunstâncias do disparo. Conforme a defesa, o adolescente e seus familiares deverão cumprir as determinações judiciais e permanecer à disposição da Justiça.
Adolescente baleado recebeu alta após dez dias internado
A vítima foi atingida na cabeça na tarde de 10 de outubro, durante um encontro entre adolescentes no bairro Efapi, em Chapecó. O jovem foi encaminhado em estado gravíssimo ao Hospital Regional do Oeste (HRO), onde passou por cirurgia.
O atendimento inicial ocorreu com participação da equipe do SAERFRON/Samu Aeromédico. Na ocasião, o adolescente apresentava hemorragia intensa, sinais de choque provocados pela perda de sangue e redução do nível de consciência. A equipe realizou a intubação e iniciou uma transfusão de sangue antes do encaminhamento ao hospital. Após o procedimento cirúrgico, o jovem deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) três dias depois do disparo. Ele recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), dez dias após o ocorrido.
Nas redes sociais, a mãe da vítima compartilhou um relato sobre o período de internação e agradeceu aos profissionais de saúde e às pessoas que acompanharam a recuperação do filho, destacando as mensagens de apoio e as orações recebidas pela família.
Arma pertencia ao pai do adolescente investigado
Conforme informações divulgadas anteriormente pela Polícia Civil, o disparo teria sido efetuado com uma pistola calibre 9 milímetros pertencente ao pai do adolescente investigado. A arma estaria guardada em um local de fácil acesso.
De acordo com os relatos divulgados sobre o caso, os adolescentes estavam reunidos com amigos quando o jovem investigado teria se irritado com a bagunça no local. Em seguida, teria pegado a arma e atingido o colega. A dinâmica do episódio e as circunstâncias em que ocorreu o disparo ainda dependem de esclarecimento pelas autoridades.
A conduta foi inicialmente enquadrada pelas autoridades como ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio. Na ocasião, foi solicitada a internação cautelar do adolescente, medida que havia sido autorizada pela Justiça e cumprida no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (CASEP). Com a revogação da medida, o adolescente poderá responder ao procedimento em liberdade, sem que isso represente uma decisão definitiva sobre o caso.

Defesa afirma que jovens eram melhores amigos
Em manifestação divulgada após o ocorrido, a defesa afirmou que os adolescentes eram melhores amigos, confidentes e inseparáveis. O advogado também manifestou solidariedade à vítima e aos familiares.
Segundo a versão apresentada pela defesa, o episódio aconteceu durante uma brincadeira entre os jovens. A manifestação também afirma que, após o disparo, o adolescente investigado teria ficado desesperado e procurado socorro. Essas informações fazem parte da versão apresentada pela defesa e não representam uma conclusão definitiva sobre a dinâmica do ocorrido.
Pai foi autuado por suspeita de omissão de cautela
O pai do adolescente investigado também foi conduzido à delegacia e autuado por suspeita de omissão de cautela, relacionada à guarda da arma de fogo, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ele não permaneceu preso, uma vez que a infração foi tratada como de menor potencial ofensivo.
A investigação continua sob segredo de Justiça. A eventual responsabilização dos envolvidos será analisada no decorrer dos procedimentos legais, após a realização das diligências e a produção das provas.
Chuva intensa e temporais retornam a SC nesta quarta-feira (21)
Massa de ar quente e úmido eleva as temperaturas para perto dos 30°C em algumas áreas
A atuação de um sistema de baixa pressão no Paraguai, associado à entrada de ar quente e úmido no estado traz instabilidades para Santa Catarina nesta quarta-feira (21). O cenário gera condições para chuva intensa e temporais isolados, com rajadas de vento e eventual queda de granizo no Grande Oeste, onde o risco para ocorrências varia entre baixo a moderado.





