Ex-empregado das vítimas forneceu detalhes a grupo criminoso sobre a rotina e a fortuna do casal
Dois homens foram condenados a mais de 30 anos de prisão por planejar e executar um assalto a uma residência em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina. Um dos acusados, segundo a sentença, não participou diretamente do crime, mas era ex-empregado das vítimas e forneceu informações detalhadas sobre a vida delas, colaborando com o roubo. O outro foi identificado como participante direto da invasão da residência e subtração de mais de R$ 150 mil.
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Conforme a denúncia protocolada pelo Ministério Público de Santa Catarina, o assalto ocorreu em setembro de 2025, em uma casa na rua Leopoldo Schmitz, no bairro Nova Esperança. Quatro homens, cientes sobre a fortuna do casal por conta do informante, invadiram o local para realizar o roubo. Armados, eles renderam as vítimas, separaram-nas e as mantiveram sob ameaças de morte e agressões físicas e psicológicas.
Os assaltantes exigiam dinheiro para libertá-los e obrigavam o casal a fazer transferências via Pix para eles, totalizando aproximadamente R$ 74 mil. A denúncia aponta também que eles roubaram diversos itens de valor – como cartões bancários, correntes de ouro, relógios, celulares, perfumes, roupas, eletrodomésticos, uma televisão e a caminhonete do casal -, além de terem contratado um empréstimo de R$ 15 mil. Segundo as vítimas, o prejuízo foi superior a R$ 150 mil.

Após horas amarradas, as vítimas conseguiram escapar com uma faca encontrada no banheiro e pediram ajuda a uma vizinha, que acionou a Polícia Militar. Durante a investigação, a caminhonete roubada foi localizada em Joinville sob posse de um dos assaltantes, que foi identificado após ser flagrado com alguns dos objetos subtraídos da residência. A partir daí, a apuração foi aprofundada, o que permitiu identificar o informante, ex-empregado das vítimas, o qual forneceu detalhes sobre a rotina da empresa e a movimentação financeira. Ambos foram presos preventivamente.
Condenação
O ex-empregado confessou que havia passado o endereço dos antigos chefes, mas disse que o fez sob ameaças a ele e a sua família. O juízo não aceitou a versão, por considerar que as mensagens, os relatos policiais e o conhecimento dos assaltantes sobre a rotina do casal demonstravam sua contribuição para o planejamento do crime.
O outro acusado, participante direto do assalto, confessou os crimes, mas negou o uso de armas de fogo de verdade. A sentença, porém, considerou comprovado o uso do armamento com base nos depoimentos das vítimas. Um terceiro réu também foi julgado, mas acabou absolvido por insuficiência de provas. Segundo a investigação, ele foi reconhecido pelo casal durante o processo, mas alegou que estava fazendo uma tatuagem no momento do ocorrido, versão que foi confirmada pelo tatuador com registros do atendimento.
Na condenação, o juízo considerou o planejamento prévio, a atuação conjunta, a violência contra as duas vítimas e os prejuízos provocados. O ex-empregado, que atuou como informante, foi sentenciado a 18 anos, 11 meses e 16 dias de reclusão, em regime fechado, além de 43 dias-multa. Já o outro acusado, que participou diretamente do crime, recebeu pena de 15 anos, nove meses e 18 dias de reclusão, também em regime fechado. Além disso, eles deverão pagar R$ 74 mil às vítimas por danos materiais. Ambos seguem presos e não poderão recorrer em liberdade.
Carro fica destruído após atropelar cavalo na Serra catarinense
Homem e mulher estavam no veículo no momento do ocorrido e tiveram ferimentos, mas sem gravidade
Um veículo ficou com o para-brisa completamente destruído depois de atropelar um cavalo, na madrugada desta terça-feira (20), em Lages, na Serra de Santa Catarina. Dentro do carro, estavam duas pessoas, as quais sofreram ferimentos e foram hospitalizadas, mas sem gravidade. O animal, por sua vez, ficou sob os cuidados da Prefeitura do município.





