19 de abril de 2026
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Air fryer causa câncer? Veja o que diz a ciência

Foto: Banco de imagens
Saiba como o modo de preparo dos alimentos e o controle de temperatura definem a segurança do equipamento na rotina

A popularização das air fryers trouxe praticidade às cozinhas brasileiras, mas também gerou uma onda de dúvidas sobre possíveis riscos à saúde. Segundo levantamento da Sala Digital, “air fryer” é um dos termos mais buscados no Google quando os brasileiros perguntam sobre o que pode causar câncer. Os dados são dos últimos cinco anos.

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Afinal, air fryer causa câncer? Por si só, o equipamento não é cancerígeno, e o foco da preocupação deve estar no processo de cozimento dos alimentos.

O aparelho funciona como um forno de convecção potente, utilizando a circulação de ar quente em alta velocidade para dourar a comida. Ao contrário de boatos que circulam na internet, não há evidências de que a air fryer libere metais pesados ou vapores tóxicos durante o uso. A segurança do revestimento antiaderente, geralmente feito de PTFE (Teflon), é garantida desde que a temperatura não ultrapasse 260°C, limite superior à capacidade máxima da maioria dos modelos no mercado, que atingem 200°C.

Air fryer faz mal à saúde?

O ponto central da discussão envolve a formação de uma substância química chamada acrilamida. Ela surge naturalmente em alimentos ricos em amido e açúcares, como batatas e pães, quando submetidos a temperaturas acima de 120°C. Esse fenômeno, conhecido como reação de Maillard, é o responsável por conferir a cor dourada e o sabor característico aos grelhados e assados.

Embora experimentos em animais tenham sugerido uma ligação entre o consumo elevado de acrilamida e o desenvolvimento de tumores, pesquisas em humanos ainda não estabeleceram uma prova científica definitiva de que a ingestão da substância pela dieta aumente o risco de câncer. Além disso, especialistas ressaltam que a formação desse composto não é exclusividade da air fryer, ocorrendo também em fornos convencionais, frigideiras e chapas.

Preparo adequado reduz riscos

Apesar da segurança do aparelho, o uso inadequado pode gerar compostos indesejados. O cozimento excessivo é o principal vilão: quanto mais escuro e “queimado” o alimento ficar, maior será a concentração de acrilamida e aminas heterocíclicas. Por isso, a orientação é preparar os alimentos até que fiquem levemente dourados, evitando tons marrons ou pretos.

Outro fator relevante é a manutenção da higiene. Resíduos de gordura que permanecem no cesto após múltiplos usos podem oxidar, formando substâncias prejudiciais à saúde quando reaquecidos. A recomendação é a limpeza rigorosa com detergente neutro e esponja macia para preservar a integridade do material antiaderente e evitar a ingestão de fragmentos do revestimento.

           

             

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