Termos como “sigma”, “beta” e “redpill” espalham-se entre os mais novos através de memes e humor
O que parece ser gíria inofensiva ou brincadeira de recreio pode, na verdade, ser a porta de entrada para ideologias extremistas. Pais e educadores estão em alerta para um fenômeno crescente: o uso por crianças e adolescentes de um vocabulário vindo de comunidades radicais da internet –muitas vezes, sem que saibam o significado.
A terminologia utilizada baseia-se numa hierarquia social masculina importada de fóruns obscuros da internet. Segundo a investigação, as crianças estão classificando elas mesmas e os colegas utilizando termos como:
- Alfa: O homem dominante e bem-sucedido;
- Beta (ou “Betinha”): Termo pejorativo para definir rapazes considerados fracos ou submissos;
- Sigma: Descrito como um “alfa solitário”, um jovem descolado, mas introvertido e antissocial.
Para além destes, termos mais pesados como “Incels” (homens que culpam as mulheres pela sua falta de parceiras sexuais) e “Redpills” (que promovem a misoginia sob o disfarce de autoajuda masculina) também já circulam entre as populações mais jovens.
A estratégia do humor
A propagação destes conceitos não é acidental. Especialistas indicam que grupos extremistas utilizam o humor e os memes como uma estratégia para normalizar discursos violentos, tornando-os mais “palatáveis” para o público jovem.
O que começa como uma piada acaba por se tornar parte da formação da identidade destes jovens, normalizando o desprezo pelas mulheres e a violência. A dimensão do problema é visível nos números: o mapeamento de comunidades públicas em aplicações como o Telegram indica que a quantidade de usuários e grupos que disseminam estes discursos aumentou quase 600 vezes desde a pandemia.
Impacto e prevenção
As consequências desta “invasão” vocabular são reais e imediatas. Além do aumento da violência contra a mulher, os próprios rapazes que utilizam estes termos tornam-se vítimas, sofrendo humilhações e bullying ao serem classificados dentro destas categorias.
A recomendação para as famílias e escolas é clara: é fundamental conhecer estes termos para compreender as conversas dos mais jovens. O diálogo e a educação são as principais ferramentas para impedir que estas crianças se tornem veículos de um discurso de ódio que elas próprias, inicialmente, não compreendem na totalidade.
O que parece ser gíria inofensiva ou brincadeira de recreio pode, na verdade, ser a porta de entrada para ideologias extremistas. Pais e educadores estão em alerta para um fenômeno crescente: o uso por crianças e adolescentes de um vocabulário vindo de comunidades radicais da internet –muitas vezes, sem que saibam o significado.
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A terminologia utilizada baseia-se numa hierarquia social masculina importada de fóruns obscuros da internet. Segundo a investigação, as crianças estão classificando elas mesmas e os colegas utilizando termos como:
- Alfa: O homem dominante e bem-sucedido;
- Beta (ou “Betinha”): Termo pejorativo para definir rapazes considerados fracos ou submissos;
- Sigma: Descrito como um “alfa solitário”, um jovem descolado, mas introvertido e antissocial.
Para além destes, termos mais pesados como “Incels” (homens que culpam as mulheres pela sua falta de parceiras sexuais) e “Redpills” (que promovem a misoginia sob o disfarce de autoajuda masculina) também já circulam entre as populações mais jovens.
A estratégia do humor
A propagação destes conceitos não é acidental. Especialistas indicam que grupos extremistas utilizam o humor e os memes como uma estratégia para normalizar discursos violentos, tornando-os mais “palatáveis” para o público jovem.
O que começa como uma piada acaba por se tornar parte da formação da identidade destes jovens, normalizando o desprezo pelas mulheres e a violência. A dimensão do problema é visível nos números: o mapeamento de comunidades públicas em aplicações como o Telegram indica que a quantidade de usuários e grupos que disseminam estes discursos aumentou quase 600 vezes desde a pandemia.
Impacto e prevenção
As consequências desta “invasão” vocabular são reais e imediatas. Além do aumento da violência contra a mulher, os próprios rapazes que utilizam estes termos tornam-se vítimas, sofrendo humilhações e bullying ao serem classificados dentro destas categorias.
A recomendação para as famílias e escolas é clara: é fundamental conhecer estes termos para compreender as conversas dos mais jovens. O diálogo e a educação são as principais ferramentas para impedir que estas crianças se tornem veículos de um discurso de ódio que elas próprias, inicialmente, não compreendem na totalidade.
Motociclista morto em São João Batista entregava marmitas feitas pela mãe
Jonathan Anastácio Rodrigues perdeu o controle da moto e colidiu contra um poste na tarde desta terça (14)
Um homem de 38 anos morreu na tarde desta terça-feira (14) vítima de um grave acidente de moto no município de São João Batista, na Grande Florianópolis. Ele era piloto do veículo que colidiu frontalmente contra um poste após passar por um quebra-molas e se perder. A vítima foi identificada como Jhonatan Anastácio Rodrigues, que trabalhava entregando marmitas feitas pela mãe.





