25 de setembro de 2026
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Apartamento em SC é alvo de buscas em desdobramento da Operação Carbono Oculto

Fotos: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)/Divulgação
‘Crédito Oculto’ investiga estruturas de lavagem de dinheiro do crime organizado com apoio de fintech ligada ao Banco Master

Forças de segurança deflagraram nesta terça-feira (24) a Operação Crédito Oculto, desdobramento da Operação Carbono Oculto, que investigou a infiltração da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis brasileiro. A ação contou com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um apartamento em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A Operação Crédito Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSC), polícias Civil e Militar paulistas e pela Receita Federal, cumpre mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a 13 pessoas e 19 empresas em sete estados: 26 delas em São Paulo e uma em cada um dos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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Em Itajaí, a ordem judicial foi cumprida com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Os elementos apreendidos durante a diligência serão analisados pelas equipes responsáveis pela investigação.

Operação Crédito Oculto

O foco desta etapa da investigação é uma empresa do setor sucroalcooleiro que movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões, com parte usada na aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. O dinheiro teria origem em uma organização criminosa e passado por estruturas complexas de lavagem de dinheiro para a reinserção dos valores na economia formal sem revelar os verdadeiros beneficiados, incluindo uma gestora de fundos ligada ao Banco Master.

Segundo a Receita Federal, a primeira estrutura foi criada para ocultar e dissimular os reais proprietários da usina sucroalcooleira no interior do estado de São Paulo, identificada pela operação Carbono Oculto. As autoridades conseguiram identificar uma operação ligada à usina no valor aproximado de R$ 370 milhões.

Imagem: Receita Federal/Divulgação

Entre os alvos da operação estão executivos de um banco e de empresas, como a Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior (o Mineiro), que tem ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso devido a fraudes no sistema financeiro.

“A Entre é uma administradora de recursos que funcionou também como instrumento de ocultação e lavagem de dinheiro para que essa usina, que já era de organizações criminosas, pudesse adquirir uma distribuidora de combustível, ocultando a real propriedade de quem, de fato, passou a comprar essas distribuidora de combustível que já está fechada por determinação da Justiça e de órgãos competentes”, disse o ministro da Fazenda Dario Durigan.

Ele disse ainda que, após as investigações da Receita Federal e do MPSP, foi identificado que a Entre “recebe dinheiro do crime organizado, ajuda na ocultação de patrimônio de forma que, não só uma usina de etanol mas também uma distribuidora de combustível passassem a atuar no mercado numa concorrência bastante desleal com o setor formal”.

*Com informações de Agência Brasl

Barragem na Serra Gaúcha apresenta ‘risco muito alto de colapso iminente’

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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu nesta quarta-feira (23) um alerta vermelho para risco muito alto de colapso iminente da Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra Gaúcha. Um aviso foi disparado aos celulares de moradores da região para que evacuem as áreas de risco.