Advogada e influenciadora é investigada por suposta lavagem de dinheiro para o PCC
A Justiça do Estado de São Paulo avalia nesta sexta-feira (21) o caso da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, que completa 90 dias de prisão preventiva. Ela foi alvo da Operação Vérnix, em 21 de maio deste ano, que investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) manifestou-se pela manutenção da prisão preventiva. Caso seja solta, Deolane continuará respondendo ao processo, mas possivelmente sob outras medidas cautelares. Ainda assim, a soltura não deve ocorrer de forma imediata.
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O pedido do MPSP foi apresentado durante a revisão obrigatória da prisão preventiva. Pela legislação, a Justiça precisa reavaliar a necessidade da medida a cada 90 dias. Deolane está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
Para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que realizou a Operação Vérnix, os motivos que levaram à prisão permanecem válidos. O MPSP afirma que a medida é necessária para preservar a ordem pública e garantir o cumprimento da lei.
Além de Deolane, entre os alvos da operação e de prisão estiveram Marco Herbas Camacho (Marcola, líder do PCC), Juvenal Camacho (Marcolinha), dois sobrinhos de Marcola; Leonardo e Paloma Camacho, e Everton de Souza (Player).
Entenda a denuncia
A denúncia contra a influenciadora e os outros investigados suspeita de uma organização criminosa responsável por movimentar e esconder recursos que teriam origem em atividades ilegais atribuídas ao PCC. O grupo seria dividida em três áreas: comando, operações e finanças. Deolane é apontada como integrante do setor financeiro. Segundo os promotores, ela teria participado da movimentação e ocultação de valores que seriam provenientes de atividades ilícitas.
Ainda de acordo com a acusação, contas bancárias ligadas à influenciadora e a empresas relacionadas a ela teriam sido utilizadas nas operações, além de outras empresas de fachada e “laranjas” para dificultar a identificação da origem do dinheiro. O dinheiro também teria sido convertido em bens de alto valor, segundo o Ministério Público. O Gaeco também destacou que dois denunciados continuam foragidos: Paloma e Leonardo Herbas Camacho.
Durante a operação, foram analisados documentos fiscais e bancários, além de relatórios técnicos. Além dos mandados, houve bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de quatro imóveis vinculados aos investigados.
*Com informações de Maycon Oliveira em Band.com.br
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