24 de julho de 2024
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Saúde

Após caso de raiva em morcego, 500 animais precisarão ser vacinados em Chapecó

Caso da doença foi confirmado na quinta-feira em animal de espécie que se alimenta de frutas

Após um morcego infectado com o vírus da raiva ser encontrado em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, cerca de 500 animais que estão em um raio de 300 metros do local devem ser vacinados contra a doença nesta quarta-feira (6).

O morcego doente é de uma espécie frugívora, ou seja, que se alimenta de frutas. Ele foi encontrado em local próximo aos fundos da AABB, no bairro Maria Goretti. O material coletado foi encaminhado para o Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina pela equipe da Vigilância Ambiental do município. A contaminação foi confirmada na última quinta-feira (30) e a Secretaria de Saúde iniciou a mobilização.

De acordo com o secretário de Saúde de Chapecó, Jades Danielli, as Agentes Comunitários de Saúde passaram nas residências da área abrangida para contabilizar cães e gatos. Onde o morador não pôde ser encontrado, foi deixada uma correspondência.

 

A vacinação será realizada pelas equipes do Núcleo de Apoio à Pequenos Animais (NAPA) das 8h às 18h, na AABB, sem parar ao meio dia. Somente os animais da área serão vacinados gratuitamente. Animais de outros bairros não serão atendidos. A Vigilância em Saúde reforça que é responsabilidade dos tutores de cães e gatos manter os seus animais vacinados contra a raiva.

O gerente da Vigilância em Saúde de Chapecó, Rodrigo Momoli, afirmou que este foi o segundo caso de raiva em morcego em Chapecó em um ano, entre 15 morcegos de que foram realizadas coletas de material.

Momoli orienta para que as pessoas não toquem nos morcegos. No caso de presença do animal no forro da casa, ele sugere espantá-los com bico de luz e extensão e colocar redes nas portas e janelas para evitar a entrada. Momoli lembrou também que os morcegos frugíveros tem grande importância no ecossistema por espalhar sementes. As outras espécies de morcego são os insetívoros, que comem insetos, e os hematófagos, que chupam sangue. Entretanto, estes últimos são mais comuns em zonas rurais.

 

Imagens: Prefeitura de Chapecó