Investigações apontam que os crimes teriam sido cometidos por pelo menos 9 anos
A Associação de Surdos de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, se manifestou neste sábado (2) após o presidente da entidade e o companheiro terem sido presos acusados de estupro de vulnerável. As investigações apontam que os crimes teriam sido cometidos por pelo menos nove anos, contra pessoas com deficiência que frequentavam o local.
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Em uma nota publicada nas redes sociais, o vice-presidente da associação, Douglas Ramos, afirmou que repudia todo e qualquer tipo de abuso e reforçou o apoio a todas as vítimas. Ele ainda pediu à população que não vincule o ocorrido à associação, pois o caso diz respeito aos suspeitos presos e não representa os valores da entidade.
Entenda o caso
A Justiça decretou a prisão do presidente da associação e do companheiro dele na última sexta-feira (1°), após as investigações da Polícia Civil (PCSC) revelarem abusos sexuais realizados contra membros da entidade por pelo menos nove anos. Ambos foram presos no bairro Czerniewicz, em Jaraguá do Sul.
Segundo as investigações, ao longo do período, os suspeitos teriam oferecido dinheiro às vítimas em troca de relações sexuais. Até o momento, das cinco vítimas identificadas, quatro prestaram depoimento. O caso segue sob investigação.
Canais de denúncia
Caso você seja vítima de qualquer tipo de violência física, psicológica ou sexual, denuncie por meio de algum dos canais abaixo, ou por meio da delegacia virtual tocando neste link:
- Disque denúncia da Polícia Civil – 181
- Polícia Militar – 190
Veja a nota completa da Associação de Surdos de Jaraguá do Sul
“A Associação dos Surdos de Jaraguá do Sul e região manifesta seu repúdio a todo e qualquer tipo de abuso. Trata-se de uma violência grave e inaceitável, que não pode, sob nenhuma circunstância, ser tolerada. Reafirmamos nosso apoio e solidariedade a todas as vítimas. Se você sofreu qualquer tipo de abuso, DENUNCIE. Você não está sozinho. Reforçamos, ainda, a importância do respeito à comunidade surda. Pedimos que não associem o ocorrido com a nossa Associação. O ocorrido já está sendo devidamente investigado, e confiamos que a justiça será feita.”
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