13 de julho de 2024
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Economia

Boletim aponta queda na produção de milho e recorde de suínos em SC

Diminuição na oferta de milho tende a elevar os custos de produção de carnes

O Boletim Agropecuário de Janeiro apontou uma redução na estimativa de produção de milho na safra 2023/2024. Por outro lado, o mesmo informativo revelou um recorde na produção de suínos em Santa Catarina durante o ano de 2023. As duas cadeias produtivas estão interligadas, pois a diminuição na oferta de milho tende a elevar os custos de produção das carnes.

A estimativa de produção para a safra de milho 2023/2024 foi revisada para baixo em virtude da redução na área de cultivo. Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Haroldo Elias, os dados referentes ao mês de dezembro apontam uma redução de aproximadamente 6,7% na produção estadual total, na comparação com a safra 2022/2023.

Impacto na produção de milho

Esse impacto pode ser ainda maior, dependendo levantamento que será realizado até o final de janeiro e que terá foco na avaliação da produtividade. “Nas lavouras já colhidas, especialmente no Extremo Oeste, a produtividade ficou bem abaixo das expectativas iniciais, principalmente em virtude dos problemas causados pelo excesso de chuva”, explica Elias.

 

Em termos de mercado, as perspectivas para o milho em 2024 são positivas. Espera-se que os preços sigam uma trajetória de elevação em virtude de uma redução da oferta do grão. No Brasil, essa redução na comparação com a safra passada foi ocasionada por problemas climáticos, como o excesso de chuvas no Sul do país e a estiagem no Centro Oeste, que causou atraso no plantio da soja e, por consequência, do milho segunda safra. Essa demora no plantio tende a reduzir a produtividade. Por outro lado, a demanda de milho no Brasil para a produção de carnes e de biocombustíveis tem elevado o consumo do cereal.

Recorde na produção de suínos

Em 2023, Santa Catarina exportou 658,2 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos), alta de 9,3% em relação ao ano anterior. As receitas foram de US$ 1,57 bilhão, crescimento de 9,7% na comparação com as de 2022. Estes são os melhores resultados registrados desde o início da série histórica, em 1997. Os resultados positivos desse período devem-se ao crescimento dos embarques para a maioria dos principais compradores, em especial as Filipinas, o Chile e o Japão. A China, embora tenha reduzido suas aquisições de carne suína catarinense no ano passado (-21,4% em quantidade e -22,6% em receitas), foi o principal destino do produto, respondendo por 34,6% dos embarques.

Em 2023, foram produzidos em Santa Catarina e destinados ao abate um total de 17,86 milhões de suínos, crescimento de 2,1% em relação à produção de 2022. Essa é a maior quantidade de suínos já produzida no Estado.

 

Fotos: Epagri e SAR/Divulgação