Hábito constante dos profissionais é fundamental para evitar as chamadas infecções hospitalares
As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, afinal, é por meio delas que eles executam seu trabalho. A segurança dos pacientes depende, portanto, da higienização cuidadosa e frequente das mãos desses profissionais. Nesta terça-feira (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra 18 anos da campanha global SALVE VIDAS: higienize suas mãos.
O Dia Mundial de Higiene das Mãos enfatiza a necessidade de os países continuarem a implementar as ações de prevenção e controle de infecções previstas no Plano de Ação Global da OMS. Neste ano, o tema da campanha é Ação que Salva Vidas, trazendo destaque para a prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), até então conhecidas como infecções hospitalares.
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A higienização das mãos é reconhecida mundialmente como uma medida primária, mas é considerada também um dos pilares na prevenção e controle das IRAS. Apesar disso, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estudos sobre o tema mostram que a adesão dos profissionais de saúde às práticas de higienização das mãos de forma constante e rotineira ainda é baixa e deve ser estimulada.
Além de atender a exigências legais e éticas, o controle de infecções nos serviços de saúde é necessário para a melhoria da qualidade no atendimento, com benefícios que vão desde a diminuição de custos associados ao tratamento das infecções, até salvar vidas. Diante desse cenário, a Anvisa orienta os profissionais de saúde a renovarem suas ações de higiene das mãos para garantir a segurança do paciente, dos profissionais de saúde e do ambiente.
Tema de atenção global
O termo “higienização das mãos” engloba a higiene simples, a higiene antisséptica e a antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório das mãos. Dada a sua relevância, o tema tem sido foco de especial atenção em todo o mundo. A OMS definiu cinco momentos para a higiene das mãos, de acordo com o fluxo de cuidados assistenciais:
- antes de tocar o paciente;
- antes de realizar procedimento limpo/asséptico;
- após risco de exposição a fluidos corporais;
- após tocar o paciente;
- após tocar as superfícies próximas ao paciente.
A Anvisa ressalta que padrões de higiene das mãos só são alcançados se o ambiente dispor de infraestrutura e suprimentos, como água e sabonete (líquido ou em espuma), papel toalha, além de preparação alcoólica para a higiene das mãos. Além disso, ações de educação, capacitação continuada e outras intervenções são fundamentais para a prática.
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