26 de maio de 2024
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Caso Nicolas: polícia suspeita de aliciamento e SC pede pela tutela da criança

Ele estava desaparecido desde o dia 30 de abril, em São José, na Grande Florianópolis

Nicolas Areias Gaspar, catarinense de 2 anos que foi encontrado na noite de segunda-feira (8) em São Paulo, segue em tutela da Capital paulista e não deve voltar para São José nesta terça-feira (9). O governo de Santa Catarina pede pela tutela da criança e polícia investiga possível aliciamento envolvendo a mãe e outras duas pessoas.

Juliano Gaspar, humorista e tio da criança, conta, em publicação, que o pequeno foi encontrado e que está bem “Encontramos o Nico. Obrigado a todos que compartilharam e enviaram energias positivas. Ele estava em São Paulo, é o que podemos dizer no momento, mas está bem, são e salvo”, disse.

A delegada da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso da Capital (DPCami), de São José, Sandra Mara, está em contato com a equipe médica, para falar com a mãe de Nicolas e entender a situação. Ele foi encontrado com um homem e uma mulher, Marcelo e Roberta, que apresentaram a possível Certidão de Nascimento da criança, e disseram que a mãe de Nicolas o teria doado.

Entenda o que se sabe até agora

Segundo a delegada responsável, as primeiras informações indicam que mãe da criança foi aliciada desde a gravidez, por Marcelo. A mãe de Nicolas estava em grupos de apoio para mães solo, onde esse homem estava infiltrado, e ficou em contato com ela para realizar a ponte e Roberta adotar o menino.

Quando a polícia chegou aos dois, Roberta estava indo ao fórum para tentar registrar a criança. Nicolas não tem RG, apenas Certidão de Nascimento, por isso não era registrado em Santa Catarina, o que facilitaria a falsificação de documentos. Roberta já teria fotos de uma criança parecida com o catarinense, para usar na documentação.

Ainda segundo informações da polícia, no dia 2 de abril, a mãe da criança chegou em casa e disse que ele estava com uma amiga, brincando com outras crianças. Logo após, ela teve um emergência médica e a criança não foi encontrada.

No dia 4 de abril, a avó da criança realizou o Boletim de Ocorrência e a polícia começou a investigar os possíveis locais em que ele estaria. Após quebra de sigilo do celular da mãe, foi possível ter pistas da história e direcionar as investigações.

A guarda de Nicolas agora segue com o governo paulista, mas o Conselho Tutelar catarinense pede pela volta da criança, porém, ainda sem retorno aos familiares, seguindo na guarda do Estado.

A polícia precisa entender qual o papel da mãe e se ela foi vítima também, para concluir o caso. Todas as partes devem ser ouvidas durante a semana.

Foto: Reprodução

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