19 de maio de 2026
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Cotidiano

Chapecoense é condenada por morte de jornalista 10 anos após tragédia aérea

Foto: Colômbia/Agência Brasil
Juiz considerou o clube e a empresa LaMia responsáveis, mesmo que o profissional tenha recebido viagem como cortesia

A Associação Chapecoense de Futebol foi condenada a indenizar a família de um jornalista vítima do acidente aéreo que matou 71 pessoas em 28 de novembro de 2026, em Medellín, na Colômbia. O entendimento da 2ª Vara Cível de Chapecó é de que o clube foi responsável pela morte do profissional.

O processo foi movido pela família do jornalista de 28 anos, que estava a bordo do voo fretado da LaMia contratado pela Chapecoense. A associação foi condenada ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais, com juros e correção monetária desde a data do acidente.

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Na sentença, o juiz Giuseppe Battistotti Bellani reconheceu a responsabilidade civil da Chapecoense ao concluir que a escolha da companhia aérea boliviana ocorreu “em razão do menor preço ofertado, mesmo diante de opções mais seguras e regulares”. O juiz também considerou o clube negligente ao contratar a empresa sem verificar a regularidade, os planos de voo e as condições operacionais da aeronave, “especialmente diante da natureza da atividade e do risco envolvido”.

A defesa da Chapecoense chegou a argumentar que o jornalista viajou gratuitamente no voo como “caroneiro”, em razão de cortesia concedida a profissionais da imprensa que acompanhariam a partida em Medellín pela final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, o que afastaria a responsabilidade civil do clube. O juiz, no entanto, entende que isso não descaracteriza a relação de consumo. O magistrado concluiu que houve culpa grave tanto da LaMia quanto da Chapecoense, o que mantém a obrigação de indenização mesmo em transporte gratuito.

Apesar de reconhecer os danos morais, o magistrado negou um pedido de pensão mensal feito pela companheira do jornalista. Segundo a decisão, ela possuía renda própria e não ficou comprovada dependência econômica exclusiva. Um pedido de indenização por despesas psicológicas também foi rejeitado por ausência de comprovantes de pagamento. A Chapecoense ainda pode recorrer da decisão.

Entenda o caso

O desastre ocorreu na noite de 28 de novembro de 2016, quando o voo LaMia 2933, que levava jogadores, integrantes da comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes, chocou-se contra um monte nas proximidades de Medellín. Setenta e uma pessoas morreram e apenas seis sobreviveram.

As investigações realizadas após a tragédia apontaram falhas graves no planejamento do voo, especialmente relacionadas ao abastecimento. A falta de combustível durante uma manobra de órbita de espera levou a aeronave a cair nas proximidades do aeroporto José María Córdova.

           

             

Prefeito de SC é preso em operação contra esquema de propina em contratos

Investigação aponta para conluio entre políticos e empresários para superfaturamento de obras públicas em dois municípios

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), e outras cinco pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (19) durante uma operação contra um suposto esquema de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro. A investigação apura o pagamento de propina por meio de contratos de obras superfaturados na cidade do Litoral Norte catarinense e também em São João Batista, na Grande Florianópolis.