O torcedor brasileiro espera pelo hexa há 24 anos. Fracassamos em 2006 (Alemanha), 2010 (África do Sul), 2014 (Brasil), 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). Das últimas cinco Copas, Neymar foi a esperança de título em três delas. E em todas as edições nas quais o ídolo era o protagonista, a Seleção fracassou na busca pelo tão sonhado hexa.
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A convocação de Neymar, na tarde desta segunda-feira, colocou o país em êxtase. Pela primeira vez depois de quase quatro anos, podemos ver o Brasil em clima de Copa, mesmo a 24 dias de o Mundial começar. Não lembro de tamanha comoção em torno de uma convocação e nem de tamanha aclamação em prol de um nome.
Neymar não joga há quase três anos pela Seleção. Desde então, vem lutando contra lesões, falta de ritmo de jogo e dificuldades para dar sequência à sua carreira, chegando para esta Copa sem o status de titular (na minha opinião).
Hoje, Neymar tem mais de 230 milhões de seguidores no Instagram e é uma das figuras mais importantes do futebol. Além de ser polêmico por se posicionar, o craque coleciona extravagâncias, como, por exemplo, ter o carro do Batman em sua casa como souvenir.
Leitor, eu relembro estes fatos para que vocês entendam a dimensão do que significa Neymar estar na Copa. O país do futebol (carente de ídolos e de protagonistas) não viu nesta Seleção — recheada de estrelas, mas não de referências — um ídolo ou alguém que suprisse a ausência de uma não ida de Neymar à Copa. Raphinha, Vini Jr. e companhia não estão dispostos a assumir este protagonismo. Inclusive, em todas as entrevistas que deram, foram enfáticos em dizer que esta era a Copa do Neymar. A ida do craque à Copa do Mundo deixa o coração da maioria do povo brasileiro “quentinho” por saber que ali na frente, quando a Copa estiver em andamento, sua referência de personalidade e de protagonismo estará lá, representando-o.
A faca de dois gumes
Neymar pode voltar da Copa como herói nacional ou como vilão fracassado. O brasileiro não aceita o vice-campeonato e considera qualquer resultado que não seja o título uma tragédia. Voltar de lá sem o “caneco” é sinônimo de cobranças e crucificação em praça pública. A ida do craque tira, de certa forma, a responsabilidade do técnico Ancelotti em caso de derrota ou eliminação, já que o treinador da Seleção, ao levá-lo, atende ao clamor popular.
A ida do jogador do Santos para a Copa é útil a todos: torcida, técnico, patrocinadores, emissoras de TV e até para a FIFA, que terá um dos seus personagens principais dentro do evento. Mesmo com tudo o que pondero neste texto, entendo que Copa sem Neymar não seria Copa, ao menos para o brasileiro. Então, nos resta torcer para que o craque embarque para a Copa em sua melhor forma e realize o sonho de todo torcedor. Que ele chame a responsabilidade para si, ajude seus companheiros de amarelinha e traga o tão sonhado hexa. Conveniências à parte, Neymar é necessário, e a sua volta, ainda que criticada por uma minoria, pode ser o melhor remédio para o hexa.
Álbum da Copa tem o pior índice de acerto com o Brasil em 40 anos; veja
Atletas presentes no álbum de figurinhas não foram convocados por Ancelotti
A convocação oficial da Seleção Brasileira feita pelo técnico Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 não pegou apenas os torcedores de surpresa. A Panini, responsável pelo tradicional álbum de figurinhas da Copa, sofreu o seu pior índice de acertos com o Brasil dos últimos 40 anos. Nada menos que cinco jogadores que ganharam cromo na edição oficial acabaram de fora da lista final do Mundial.





