Especialista explica os sinais de alerta, os fatores de risco e os cuidados que ajudam a prevenir o acidente vascular cerebral
Nesta quinta-feira (29) celebramos o Dia Mundial do AVC e a data reforça a importância da informação e da prevenção diante de uma condição que pode provocar danos cerebrais em pouco tempo. Reconhecer os primeiros sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC) e procurar atendimento médico imediatamente são medidas fundamentais para aumentar as chances de recuperação e reduzir o risco de sequelas.
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O médico neurocirurgião Dr. Wuilker Knoner Campos explica que o AVC, popularmente conhecido como derrame, ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido. Isso pode acontecer pelo bloqueio de um vaso sanguíneo, caracterizando o AVC isquêmico, ou pelo rompimento de um vaso, que provoca sangramento e caracteriza o AVC hemorrágico.
“Quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido, as células deixam de receber oxigênio e nutrientes suficientes e podem sofrer lesões rapidamente. Por isso, o reconhecimento dos sintomas e a procura imediata por atendimento são fundamentais”, explica o neurocirurgião.
Fraqueza em um lado do corpo e alterações na fala são sinais de alerta
Os sintomas do AVC geralmente aparecem de forma súbita. Entre os principais sinais estão fraqueza ou dormência no rosto, no braço ou na perna, especialmente em um dos lados do corpo, assimetria facial, dificuldade para falar ou compreender o que é dito e alterações repentinas da visão.
Tontura súbita, perda de equilíbrio, dificuldade para caminhar e dor de cabeça muito forte e repentina, especialmente quando acompanhada de vômitos ou alterações da consciência, também podem indicar uma emergência neurológica. “É importante ficar atento a qualquer alteração repentina, como a boca torta, a perda de força em um dos lados do corpo ou a dificuldade para falar. Esses sinais precisam ser tratados como uma emergência, mesmo que pareçam leves”, alerta Wuilker Knoner Campos.
Segundo o médico, o desaparecimento dos sintomas não significa que o perigo passou. Um episódio temporário pode ser um ataque isquêmico transitório (AIT), condição que também exige avaliação médica urgente.
Hipertensão está entre os principais fatores de risco
A pressão arterial elevada, especialmente quando não está controlada, está entre os principais fatores de risco. Diabetes, colesterol alto e algumas doenças cardíacas, como a fibrilação atrial, também aumentam a probabilidade de ocorrência. Tabagismo, sedentarismo, alimentação desequilibrada, consumo excessivo de álcool e uso de drogas ilícitas são outros fatores que contribuem para elevar o risco. Sobrepeso e obesidade também podem estar associados a condições que favorecem o acidente vascular cerebral.
“O controle da pressão arterial é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de AVC. Também é fundamental acompanhar a glicemia e o colesterol, tratar as doenças cardíacas e seguir corretamente as orientações médicas”, destaca o neurocirurgião. O médico também chama a atenção para a importância de não interromper medicamentos prescritos por conta própria. A falta de controle das doenças crônicas pode aumentar o risco de complicações.
AVC também pode atingir pessoas jovens
Embora o risco aumente com o envelhecimento, o acidente vascular cerebral não é uma condição exclusiva da população idosa. Pessoas jovens também podem sofrer um AVC, especialmente quando existem fatores de risco ou determinadas condições de saúde. “Não devemos associar o AVC apenas à idade avançada. Ele também pode acontecer em pessoas jovens. Por isso, diante de sintomas súbitos, a orientação é procurar atendimento de emergência sem esperar que o quadro melhore”, afirma Campos.
“Não devemos associar o AVC apenas à idade avançada. Ele também pode acontecer em pessoas jovens”, Dr.Wilker.
A prevenção inclui a adoção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas, o abandono do tabagismo, a moderação no consumo de álcool e o acompanhamento médico. Pessoas com histórico de AVC ou ataque isquêmico transitório precisam de atenção especial para reduzir o risco de novos episódios.
Atendimento rápido pode fazer a diferença
Diante da suspeita de AVC, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192. Também é importante informar aos profissionais de saúde o horário em que os sintomas começaram ou em que a pessoa foi vista bem pela última vez.
Essa informação ajuda a equipe médica a avaliar as possibilidades de tratamento, já que algumas intervenções dependem do tempo transcorrido desde o início dos sintomas e das condições clínicas do paciente. A avaliação médica e os exames são necessários para identificar o tipo de AVC e definir a conduta adequada para cada paciente.
“Não se deve esperar para ver se os sintomas vão passar, nem tentar resolver a situação em casa. O mais importante é buscar atendimento imediatamente, porque o tempo pode influenciar as possibilidades de tratamento e recuperação”, orienta o neurocirurgião. Neste Dia Mundial do AVC, a principal mensagem é reforçar que informação, prevenção e rapidez no atendimento podem salvar vidas e reduzir o risco de sequelas. Ao perceber sinais como perda de força, assimetria facial ou dificuldade para falar, é fundamental agir imediatamente.
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