22 de julho de 2026
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Policial

Empresário é preso pela 3ª vez por comercializar peças de carros roubados

Foto: Polícia Civil (PCSC)/Divulgação
Alvo de operação rebocava veículos em locais afastados e os enviava para desmanche clandestino

Um empresário de Palhoça, na Grande Florianópolis, foi preso pela terceira vez nesta terça-feira (21) durante uma operação contra um esquema de roubo, desmanche, receptação, adulteração e venda de peças de carros. Ele já havia sido condenado por crimes semelhantes anteriormente, mas ainda assim continuou com as práticas criminosas.

Além da prisão do investigado, a Operação Recidiva da Polícia Civil (PCSC) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao alvo. O nome da ação faz referência à reiterada reincidência criminal do empresário.

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De acordo com a PCSC, a ação atual foi deflagrada em apoio a um novo inquérito policial instaurado para apurar o furto de um Fiat Siena em 19 de maio em Biguaçu, também na Grande Florianópolis. As investigações revelaram que o empresário utilizava, como um de seus modus operandi, um serviço terceirizado de guinchos para subtrair veículos.

Os automóveis eram rebocados de locais afastados e com pouca circulação de pessoas, dificultando a percepção da ação criminosa e facilitando o encaminhamento para o desmanche clandestino. A apuração descobriu que o Siena em questão havia sido levado para um galpão pertencente à empresa do investigado, onde foi encontrado posteriormente em avançado estado de desmanche.

Durante diligências no âmbito da Operação 311 em 25 de maio, policiais localizaram no estabelecimento peças de veículos furtados e diversos componentes automotivos com sinais identificadores suprimidos. Segundo a PCSC, além de realizar o desmanche do Fiat Siena, o empresário teria ameaçado o proprietário para impedir que o crime fosse denunciado. Na ocasião, a companheira do empresário foi presa em flagrante.

Diante do robusto conjunto de provas e da evidente reiteração criminosa do investigado, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV/DEIC) deflagrou a Operação Recidiva. Além do cumprimento dos mandados, a Justiça determinou o fechamento do estabelecimento e a Prefeitura de Palhoça suspendo o alvará de funcionamento da loja de autopeças do investigado.

Foto: PCSC/Divulgação

Vasto histórico criminal

O alvo da Operação Recidiva ostenta um vasto histórico criminal relacionado à venda de peças de veículos furtados. A primeira prisão ocorreu em 23 de fevereiro de 2023, durante uma fiscalização da Operação 311, quando policiais encontraram em seu estabelecimento parte de um motor com registro de apropriação indébita e diversas peças automotivas com sinais identificadores suprimidos. O empresário passou a ser investigado pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Em 9 de outubro de 2023, a mesma loja de autopeças voltou a ser alvo de uma operação policial em que foi encontrado um veículo com registro de roubo, além de placas veiculares, notebooks e aparelhos celulares. Os materiais foram apreendidos e os fatos deram origem a um novo inquérito policial, que permanece em tramitação.

Posteriormente, em 10 de junho de 2025, o empresário foi novamente preso em flagrante após ser abordado conduzindo um Citroën C3 clonado, com chassi e numeração dos vidros pertencentes a outro veículo com registro de roubo. Em razão dos fatos, foi autuado pelos crimes de receptação dolosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

O processo criminal resultou em uma condenação proferida em 16 de janeiro de 2026, com pena de quatro anos de reclusão em regime inicial aberto, que foi  substituída por penas restritivas de direitos. Mesmo após a condenação, as investigações apontaram que o empresário permaneceu praticando crimes da mesma natureza.

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