Criança foi vítima de quatro episódios de tortura antes de morrer; réu foi condenado por homicídio qualificado e teve negado o direito de recorrer em liberdade
Richard da Rosa Rodrigues, de 24 anos foi condenado a 44 anos de prisão pela morte e por episódios de tortura contra o enteado, Moisés Falk Silva de quatro anos, em Florianópolis. Segundo a denúncia, a criança chegou sem vida ao MultiHospital de Florianópolis com diversas marcas de agressões. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (3), após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sustentar a acusação de homicídio qualificado e tortura. O réu, que já estava preso preventivamente, deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado e teve negado o direito de recorrer em liberdade.
O caso ocorreu em agosto de 2025, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Conforme a denúncia apresentada pelo MPSC, o menino morreu no dia 17 de agosto após sofrer diversas agressões enquanto estava sob os cuidados do padrasto, na residência onde vivia com a mãe e o acusado. A criança chegou a ser levada para um hospital, mas já estava sem vida.
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Segundo a acusação, o homicídio foi qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e por ter sido cometido contra menor de 14 anos. O Ministério Público sustentou que o padrasto teria decidido matar o menino por se sentir incomodado com os gritos e outros comportamentos da criança, além de acreditar que ela prejudicava o relacionamento do casal. A vítima tinha transtorno do espectro autista (TEA), condição que, segundo o MPSC, afetava seu desenvolvimento social e sua comunicação verbal e aumentava sua vulnerabilidade.
Além do homicídio, o réu foi condenado por quatro episódios de tortura. De acordo com a denúncia, as agressões teriam ocorrido em diferentes momentos na residência da família e envolvido violência física e intenso sofrimento físico e mental, supostamente utilizados como forma de castigo.
Um dos episódios teria ocorrido em 1º de abril de 2025. Na ocasião, o menino teria sido agredido com tapas violentos no rosto e na região da orelha direita. Conforme a denúncia, ao ser questionado sobre os ferimentos, o padrasto teria dito à mãe que a criança havia batido o rosto em uma máquina. Ainda segundo o MPSC, outros episódios de violência ocorreram antes da morte da criança, caracterizados pela Promotoria como tortura praticada como forma de castigo pessoal ou medida preventiva.
Situação da mãe
A mãe da criança, Larissa de Araújo Falk, também foi denunciada pelo MPSC no processo. Inicialmente, porém, a denúncia contra ela foi rejeitada pela Justiça. O Ministério Público recorreu e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou o recebimento da denúncia. Agora, o processo envolvendo a mãe aguarda o julgamento de um recurso apresentado pela defesa.
Durante a sessão do Tribunal do Júri, foram ouvidas oito testemunhas, sendo três indicadas pela acusação e cinco pela defesa. O caso foi conduzido em plenário pelo promotor de Justiça André Otávio Vieira de Mello, da 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, que defendeu a condenação do réu.
Idoso morre em acidente chocante dentro de câmara de defumação em Gaspar
Arno José Schramm, de 85 anos, sofreu um mal súbito enquanto produzia linguiça artesanal e não resistiu
Um homem de 85 anos, identificado como Arno José Schramm, morreu após sofrer um mal súbito e cair dentro de uma câmara de defumação de linguiças, na noite desta quinta-feira (3), em Gaspar, no Vale do Itajaí. O acidente aconteceu por volta das 20h21, em uma residência no bairro Gaspar Mirim. Conforme relatos de familiares aos socorristas, o idoso, conhecido como Passarela, estava produzindo linguiça artesanal quando teria passado mal e caído no interior da estrutura utilizada para a defumação. Ainda segundo a família, Arno havia apresentado episódios de desmaio ao longo da semana.





