Profissional é investigado introduzir celulares e drogas ilegalmente no complexo prisional
Um enfermeiro suspeito de se aproveitar do exercício da profissão para para beneficiar membros de uma organização criminosa foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) na manhã desta quarta-feira (12). Ele é investigado por viabilizar a entrada de celulares e drogas no Complexo Prisional de Chapecó.
A Operação “Cura” cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado na cidade no Oeste de Santa Catarina, expedido pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica, que realizará exames periciais para dar continuidade à apuração.
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Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação, que tramita em sigilo, apura o suposto envolvimento do enfermeiro com uma organização criminosa alvo da megaperação “Sodalitas Finis”, que é investigada por uma série de crimes graves, como tráfico de drogas em larga escala, homicídios e roubos.
“Segundo a apuração, o investigado teria extrapolado os limites legais inerentes ao exercício da enfermagem e se valido de sua condição funcional para beneficiar membros da organização criminosa”, informou o MPSC. O profissional teria utilizado embalagens de medicamentos e outros produtos destinados a detentos para ocultar os materiais introduzidos ilegalmente no sistema prisional.
Ainda segundo o MPSC, o nome da operação “Cura” faz referência aos conceitos de cuidado, assistência e proteção associados ao exercício da enfermagem. “A denominação foi escolhida em alusão à atividade profissional supostamente utilizada para favorecer a atuação de integrantes de organização criminosa no interior do sistema prisional. Segundo a investigação, atribuições voltadas à promoção da saúde teriam sido desvirtuadas para viabilizar o ingresso clandestino de materiais ilícitos na unidade prisional”, explica o órgão.
O GAECO é uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com a finalidade de identificar, prevenir e reprimir a atuação de organizações criminosas no Estado de Santa Catarina.
Professora é presa tentado entrar em penitenciária com drogas escondidas no corpo
Materiais ilícitos foram flagrados durante inspeção por scanner corporal
Uma professora foi presa ao tentar ingressar na Penitenciária Industrial de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, levando drogas e outros materiais ilícitos escondidos sob a roupa. O flagrante ocorreu na manhã desta sexta-feira (31), durante inspeção de rotina realizada por meio do scanner corporal.





