MP denuncia a acusada por maus-tratos, corrupção de menores e pede indenização pelos danos aos animais
Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) entrou na Justiça contra uma mulher acusada de enterrar viva uma cadela prenha em Joinville, no Norte do estado. A denúncia responsabiliza a à investigada pelos crimes de maus-tratos contra a cadela Bonnie e seus quatro filhotes, além de corrupção de menores pela suposta participação de adolescentes no caso. O órgão também pede que a acusada seja condenada ao pagamento de R$41.918,87 como reparação mínima pelos danos causados aos animais.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu na manhã de 6 de fevereiro deste ano, em um condomínio localizado no bairro Jardim Paraíso. Conforme o Ministério Público, a mulher teria agido em conjunto com outras pessoas para enterrar a cadela, então chamada Chavosa, deixando apenas a cabeça do animal para fora da terra. A morte de Bonnie só não ocorreu porque moradores ouviram os latidos da cadela, localizaram o local onde ela estava soterrada e conseguiram resgatá-la a tempo. Em seguida, o animal foi encaminhado para atendimento veterinário de emergência.
> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão
De acordo com a investigação, Bonnie sofreu intenso sofrimento físico e térmico em uma situação classificada pelo MPSC como de extrema crueldade. Na época, ela estava prenhe de quatro filhotes. Dois deles, Bella e Stella, nasceram com vida, enquanto Beca e Billy morreram em decorrência das consequências do crime, conforme aponta a denúncia.
O relatório médico-veterinário anexado ao inquérito revelou que a cadela chegou à clínica em estado grave de choque associado à hipertermia, com temperatura corporal de 40,7°C, além de apresentar comprometimentos neurológicos e sistêmicos. Os exames também identificaram terra na gengiva, na língua e nas unhas do animal, evidenciando que Bonnie tentou escapar da cova antes de ser resgatada.
Caso grave e cruel
Para a promotora de Justiça Simone Cristina Schultz, responsável pela ação penal, destacou que os animais devem ser reconhecidos como seres sencientes, capazes de sentir dor e sofrimento, e afirmou que a acusada submeteu Bonnie a um intenso e prolongado sofrimento físico e psicológico, agravado pelo fato de a cadela estar gestando quatro filhotes.
Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público informou que deixou de oferecer um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), por entender que a violência extrema praticada contra um animal vivo torna inadequada a aplicação do benefício previsto na legislação. A ação agora seguirá para análise do Poder Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e o prosseguimentodo processo criminal.
Escândalo dos shows: operação mira esquema que teria movimentado milhões em SC
GAECO investiga cartel suspeito de fraudar licitações em shows, pagar propina e manipular contratos de artistas em prefeituras catarinenses
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) cumpriu, na manhã desta terça-feira (7), 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul para desarticular um suposto cartel responsável por fraudar licitações de shows públicos. A investigação também resultou na expedição de um mandado de prisão preventiva contra um empresário e no bloqueio de cerca de R$9 milhões em bens e valores dos investigados.









