31 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro volta a questionar resultado das eleições e alega censura após deixar o Brasil

Foto: Agência Senado
Em transmissão nas redes sociais, senador afirmou ter sido vítima de fraude eleitoral, mas não apresentou provas; parlamentar também relatou decisão de viajar aos Estados Unidos e o último encontro com o pai, Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro voltou a questionar o resultado das eleições presidenciais e a afirmar que teria sido vítima de fraude eleitoral. Em uma transmissão ao vivo realizada no Instagram na última sexta-feira (30), o parlamentar também justificou sua saída do Brasil, alegando que seria alvo de censura e que, no exterior, teria mais liberdade para continuar se manifestando politicamente.

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A transmissão ocorreu dois dias depois de Flávio chegar aos Estados Unidos, na quarta-feira (28). Na mesma data, o senador divulgou uma carta na qual se autoproclamou “o verdadeiro presidente do Brasil”, contestando a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a live, Flávio afirmou que não considera legítimo o resultado das urnas e acusou o adversário de descumprir a legislação eleitoral. “Eu não concordo [com o resultado das eleições], mas em algum momento vou explicar por quê. Foram vários gols de mão que o meu adversário fez e que não foram anulados pelo VAR”, declarou. O senador também afirmou que Lula teria “jogado completamente fora da legislação eleitoral”.

Questionamentos sobre o horário de votação

Entre os argumentos utilizados por Flávio para sustentar a narrativa de fraude está a decisão de ampliar o horário de votação no segundo turno. A medida foi autorizada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, após registros de dificuldades de deslocamento de eleitores em algumas cidades, incluindo problemas no transporte público e condições climáticas.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, tanto a coligação de Lula quanto a de Flávio encaminharam pedidos ao TSE para que o horário de votação fosse estendido nacionalmente até as 19h. O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, também acompanhou a decisão.

Foto: Agência Senado

Relato sobre o último encontro com Jair Bolsonaro

No início da transmissão, Flávio Bolsonaro relatou o que teria sido seu último encontro com o pai, Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26). Na ocasião, visitou o ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos de prisão por uma suposta tentativa de golpe de Estado, em regime de prisão domiciliar. Segundo o senador, a visita durou cerca de 30 minutos.

Ele afirmou que não imaginava que aquela seria a última oportunidade de encontrar o pai e contou que foi avisado sobre a presença de agentes da Polícia Federal na residência quando o horário da visita terminou. “Eu não sabia que ia ser a última vez. Eu não sei quando é que eu vou poder vê-lo mais uma vez”, afirmou. Flávio também relatou que, ao perceber a movimentação policial, comentou com o pai: “Começou a perseguição, até um pouco antes do que eu imaginava que começaria”.

Senador diz que decidiu viagem com a esposa

Sobre a saída do Brasil, Flávio afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com a esposa, Fernanda Bolsonaro, sem que outras pessoas fossem informadas previamente. “Tomei a decisão com minha esposa sem que ninguém soubesse, até porque se soubesse a chance de dar errado seria maior”, declarou. O parlamentar também pediu que não fossem atribuídas responsabilidades a terceiros pela viagem.

Durante a transmissão, justificou a permanência nos Estados Unidos alegando que, no Brasil, não teria condições de se manifestar livremente. “Eu digo que eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”, afirmou. Em outro momento, declarou que seria “só mais uma voz calada e censurada” caso permanecesse no país.

O senador também criticou a atuação das instituições brasileiras e defendeu que o Congresso Nacional funcione como uma “trincheira” diante do que considera interferências políticas. Ele ainda cobrou investigações sobre a atuação do Poder Judiciário. Entre as medidas cautelares determinadas contra o parlamentar estão a apreensão dos passaportes comum e diplomático, a proibição de deixar o país e a restrição de contato com o advogado e amigo Willer Tomaz.

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