Categoria contesta as alterações de custeio e coparticipação do plano de saúde da empresa
A paralisação nacional por tempo indeterminado deflagrada pelos trabalhadores dos Correios acendeu o alerta no setor produtivo brasileiro e na gestão da estatal. O movimento grevista, iniciado após a rejeição da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho, ameaça as operações do varejo digital e impõe novos entraves ao plano de reestruturação financeira da empresa pública.
O principal ponto de divergência entre as federações sindicais, como a Findect, e a direção da empresa envolve o modelo de gestão do CorreiosSaúde II. A categoria contesta as alterações de custeio e coparticipação que, segundo os sindicatos, elevam despesas de dependentes e aposentados.
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Embora a direção da estatal tenha oferecido reajuste de 100% do INPC para salários e benefícios, os trabalhadores rejeitaram a proposta de criar grupos de trabalho para debater a assistência médica, exigindo garantias imediatas no acordo.
Pequenos varejistas concentram prejuízos logísticos
Enquanto grandes plataformas de comércio eletrônico operam com malhas privadas e centros de distribuição próprios, micro e pequenas empresas (PMEs) são as mais vulneráveis à paralisação. A dependência de serviços tradicionais como PAC e Sedex para entregas fora das capitais provoca cancelamentos de pedidos e aumento das despesas operacionais, diante da migração forçada para transportadoras privadas com fretes mais caros.
A interrupção afeta também a logística reversa, impedindo a troca e devolução de mercadorias, além de atrasar o envio de cartões bancários, faturas e notificações oficiais em municípios desprovidos de alternativas privadas de entrega.
Pressão sobre o balanço e risco fiscal
O movimento paredista ocorre em meio a um quadro financeiro delicado. A empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, somando-se ao déficit de R$ 8,5 bilhões apurado em 2025.
Com a busca por R$ 7 bilhões em empréstimos bancários sob aval do Tesouro Nacional e a baixa adesão aos Programas de Demissão Voluntária (PDV), a paralisação coloca em risco a meta de corte de custos de R$ 700 milhões prevista para o ano, ampliando a necessidade de suporte da União. As partes aguardam novas rodadas de mediação na Justiça do Trabalho.
Sobem para 12 os municípios de SC em situação de emergência após temporais
Estado tem 211 pessoas desabrigadas e 215 desalojadas, segundo a Defesa Civil
Subiu para 12 o número de municípios de Santa Catarina que decretaram situação de emergência por conta dos impactos da onda de temporais que atingem o estado desde a quinta-feira (10). Segundo atualização da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SPDC/SC) neste sábado (12), foram registras ocorrências em 55 municípios, deixando 211 pessoas desabrigadas e 215 desalojadas.





