9 de agosto de 2026
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Ocorrência

Helicóptero cai em área de mata e deixa 4 mortos no Rio de Janeiro

Foto: Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro
Vítimas foram identificadas como três turistas colombianas da mesma família e o piloto brasileiro Alessandro Rocha

Quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, neste sábado (8). Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas são três turistas colombianas da mesma família e o piloto brasileiro Alessandro Rocha.

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O helicóptero, de matrícula PP-MFS, caiu em uma área de mata e de difícil acesso dentro do Parque Nacional da Tijuca. Os bombeiros foram acionados por volta das 11h10 e mobilizaram cerca de 40 militares e 11 viaturas.

De acordo com a corporação, as quatro corpos foram encontrados carbonizadas. Os focos de incêndio provocados após a queda foram controlados pelas equipes. O local foi isolado para preservar a área do acidente e permitir o trabalho de perícia da Polícia Civil.

Quem eram as vítimas?

Entre as vítimas fatais, estavam três turistas colombianas da mesma família e o piloto brasileiro Alessandro Rocha. Segundo a empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos, responsável pelo voo, os nomes das passageiras são Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, que era filha de Rocio e Sofia Murillo, de 17, que era filha de Wendy.

Segundo as informações iniciais, outros familiares dos turistas estariam no hangar de onde o helicóptero decolou aguardando a próxima aeronave para o passeio. No entanto, após a fatalidade, o grupo não chegou a decolar.

Cenipa inicia investigação

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), com sede no Rio de Janeiro, foram deslocados para o local da queda.

Nesta primeira etapa da investigação, os peritos fazem a coleta de dados e materiais que possam colaborar com a apuração do caso, verificam os danos à aeronave e levantam outras informações que possam ajudar a esclarecer o acidente. Não há prazo para a conclusão das investigações da aeronáutica.

Helicóptero tinha autorização para voos panorâmicos

Segundo dados do Registro Aeronáutico Brasileiro, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o PP-MFS era um helicóptero Robinson R44, fabricado em 2001.

No cadastro da agência, a aeronave estava com a situação “normal” e tinha o certificado de aeronavegabilidade válido até junho de 2027. O cadastro aponta como operadores Cláudio Barranqueiros e a empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. Os dois também aparecem como proprietários da aeronave, com participações de 64,5% e 35,5%, respectivamente.

No site oficial, a empresa anuncia voos panorâmicos a partir de R$499 por pessoa, para um passeio de 15 minutos, chegando a R$1375 por passageiro para um voo de até uma hora. Procurados, os proprietários do helicóptero ainda não se manifestaram.