Vítima de 20 anos chamou a polícia assim que descobriu e encontrou ainda fotos de outras mulheres no aparelho do atendente
Uma jovem de 20 anos teve fotos íntimas transferidas de seu celular, sem autorização, por um atendente de uma loja de operadora de telefonia em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Eduarda Kruger chamou a polícia assim que percebeu o ocorrido e gravou um vídeo onde compartilho a história como forma de alerta.
O caso ocorreu no último dia 11 de junho, quando a jovem buscou fazer uma mudança de plano em uma loja da TIM no Centro da cidade. Segundo Eduarda, ela foi atendida por um rapaz, que pediu a senha do celular pra poder acessar o aplicativo da operadora.
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“Eu acho que assim como todo mundo passaria, é o trabalho dele, ele tem que ter uma senha ali. Então eu passei a senha pra ele e eu achei que ele estaria fazendo o trabalho dele, mas ele invadiu a minha privacidade e acessou meus itens ocultos do celular”, contou a jovem.
Enquanto o atendente manuseava o aparelho, ele se aproveitou a situação para transferir uma foto íntima para o próprio celular utilizando a conexão por AirDrop, que permite o compartilhamento de arquivos somente por proximidade. Sem saber o que tinha acontecido, Eduarda deixou a loja e foi até o carro, quando percebeu que uma foto havia sido transferida.
Quando eu desci as notificações do meu celular, essa notificação ainda tava no meu celular, ele não excluiu essa notificação, ou ele não sabia que aparecia. E quando eu vi, eu entrei em estado de choque, eu liguei pro meu pai, desesperada, liguei pro meu irmão e liguei pro meu amigo policial também, e ele me aconselhou a ligar no 190 e fazer essa denúncia.”
A jovem conta que a atendente do Disque Denúncia pediu que ela não desligasse a chamada até que seu pai chegasse no local e entrassem no estabelecimento acompanhado a polícia. Acompanhada de policiais militares, Eduarda foi até o atendente, pegou o celular e encontrou não apenas fotos íntimas dela, como também de várias outras vítimas. “O que mais me preocupa é saber quantas mulheres já passaram por isso com ele ou com outras pessoas e nunca trouxeram à tona, por medo ou por não saber o que fazer”, continuou Eduarda no vídeo compartilhado..
Desdobramentos
Eduarda relatou que apagou todas as fotos íntimas que encontrou no celular do atendente, inclusive da lixeira e do WhatsApp, e que em seguida registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil (PCSC). A jovem contou que conversou com os pais sobre o ocorrido e que já está mais calma.
“Eu só trouxe isso pra trazer um alerta e pra vocês não terem medo, porque se eu não tivesse feito isso, onde é que poderia chegar essa foto minha? É uma situação muito delicada, eu tô muito mal, tô triste. Me senti muito culpada por ter passado a senha do meu celular pra ele, mas ele só tava fazendo o trabalho dele até então”, desabafou a jovem no vídeo compartilhado.
Por meio de nota, a TIM afirmou que o atendente não era funcionário da operadora, mas sim um terceirizado de uma empresa parceira, e que foi desligado assim que os fatos foram identificados. “A companhia pede desculpas pelo ocorrido e se solidariza com a cliente”, informou a companhia telefônica, reforçando que adota tolerância zero a esse tipo de atitude e conduta. O caso segue sob investigação.
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