28 de setembro de 2026
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‘Mais tarde chove’: pilotos de helicóptero sabiam sobre tempo severo na Serra catarinense

Fotos: Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC)/ Divulgação e Banco de imagens
Região estava sob alertas meteorológicos da Defesa Civil no momento do acidente que matou o cantor Rick Sollo e mais 4

Um operador do Aeroporto de Lages, na Serra catarinense, alertou os pilotos do helicóptero que caiu com o cantor Rick Sollo e outros quatro tripulantes sobre as condições de tempo severo na região na última segunda-feira (21). As mensagens foram reveladas pelo profissional ao Fantástico, da TV Globo, neste domingo (27).

Juliano Luft contou que estava em contato com o copiloto Leopoldo Barros Teixeira horas antes do horário de decolagem em Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, previsto para as 11h. “Mais tarde chove. Quanto antes vir, melhor”, disse o operador por volta das 7h52. Ele também enviou uma foto das condições do céu em Lages.

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“Ele me ligou falando que estava ciente que o tempo estava ruim onde eles queriam ir, no destino deles. Me perguntou se poderia mandar uma foto e vídeo das condições do tempo em Lages”, contou Juliano ao Fantástico. Alguns minutos após a decolagem, o operador tentou fazer novo contato, mas não teve retorno do copiloto.

Juliano afirmou ainda que os pilotos estavam cientes dos avisos emitidos pela Defesa Civil. Cerca de uma hora antes do horário de decolagem, o órgão divulgou um um alerta vermelho para tempestade severa com granizo, vendaval, raios e alagamentos nos municípios de Bom Jardim da Serra, Lages, Morro Grande, Siderópolis e São Joaquim pelas duas horas seguintes.

A Força Aérea Brasileira (FAB), que investiga o acidente, estima que o acidente tenha ocorrido às 11h35, um minuto após o último sinal emitido pela aeronave. A FAB afirmou que as “condições climáticas na região serrana eram desfavoráveis, com chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade devido à alta nebulosidade” no momento da queda.

Acidente e investigação

O helicóptero Bell 430 decolou de Porto Belo às 11h com destino a São Joaquim, na Serra catarinense, um trajeto de cerca de 200 quilômetros em linha reta. A aeronave levando cinco tripulantes – o cantor Rick Sollo, de 59 anos; o empresário Bruno Avelar, de 41; o videomaker de Bruno, Paulo Soares; e o piloto e copiloto, Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e Leopoldo Barros Teixeira – chocou-se contra um morro no interior de Urubici. Os destroços da aeronave e os corpos das vítimas foram localizados no dia seguinte.

A PCSC instaurou um inquérito par apurar o acidente. O objetivo será esclarecer as circunstâncias, bem como verificar a eventual existência de conduta humana, com ou sem intenção, que possa ter contribuído para a queda do helicóptero.

A investigação também irá subsidiar ainda a apuração do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão especializado responsável pela investigação técnica de acidentes aéreos e na identificação de suas causas. Essa apuração, por sua vez, tem caráter preventivo e não busca determinar culpa ou responsabilidade civil, criminal ou administrativa.

Granizo, vendaval e destruição: temporal severo deixa estragos no Oeste de SC

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