Jovem havia procurado atendimento 4 vezes na unidade antes de passar por parto de emergência em estado grave
Um dos médicos que atendeu Maria Luiza Bogo Lopes, jovem de 18 anos de Indaial, no Vale do Itajaí, que morreu com o bebê após um parto de emergência, foi afastado cautelarmente da atuação no Hospital Beatriz Ramos (HBR). A informação foi divulgada pela unidade nesta quinta-feira (16). O caso foi registrado como negligência médica e é investigado pela Polícia Civil (PCSC).
De acordo com o HBR, o caso também é apurado internamente e a decisão de afastar o médico tem “caráter estritamente preventivo, adotada em razão da gravidade e sensibilidade dos fatos, sem qualquer antecipação de juízo acerca de eventual responsabilização”. O caso também foi encaminhado para investigação pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina.
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Maria Luiza morreu no último dia 2 de abril, poucas horas após passar por uma cesariana de emergência no pronto-socorro do Hospital Santo Antônio, em Blumenau. A filha, fruto de uma gestação de 28 semanas, nasceu sem batimentos cardíacos. Segundo o relato da mãe, Luana Bogo Petry, a jovem apresentava sintomas graves e alterações nos exames, mas foi liberada após quatro consultas no HBR antes de ser internada já em estado grave.
Ela havia sido diagnosticada com diabetes gestacional e passou a apresentar dores no corpo, plaquetas baixas, febre e manchas na pele poucos dias antes da internação, o que sugeriu uma suspeita de dengue. Após ser liberada diversas vezes pelo hospital, Maria Luiza buscou atendimento em um posto de saúde, que a encaminhou com urgência novamente ao Hospital Beatriz Ramos. Dessa vez, o médico de plantão a transferiu para uma UTI no hospital em Blumenau.
A equipe médica que realizou os atendimentos no HBR é interrogada pela PCSC. A unidade afirma que aguarda o prontuário médico do atendimento no Hospital Santo Antônio para a análise técnica dos fatos na apuração interna. A unidade em Blumenau, no entanto, afirmou que enviou o documento com os órgãos competentes, mas que não poderá compartilhar o prontuário com o Beatriz Ramos por se tratar de “um documento sigiloso, protegido por normas legais e éticas entre hospitais”.
Ex-chefe da Polícia Civil de SC é alvo de ação por improbidade administrativa
Processo movido pelo Ministério Público de Santa Catarina aborda conduta do ex-delegado-geral durante as investigações do Caso Orelha, em Florianópolis
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, foi acusado pelo Ministério Público (MPSC) por improbidade administrativa. Uma ação civil pública instaurada na última segunda-feira (13) aborda a conduta do então chefe da corporação no âmbito das investigações da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis.





