17 de abril de 2026
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Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete, aos 68 anos em São Paulo

Foto: Redes sociais/Reprodução
‘Mão Santa’ havia sido internado às pressas nesta tarde após passar mal

Morreu na tarde desta sexta-feira (17) Oscar Schmidt, uma das lendas do basquete mundial, aos 68 anos. Ele havia sido internado às pressas no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo, após sofrer um mal estar.

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do ex-jogador. A causa da morte não foi divulgada. Postagens recentes de familiares em redes sociais indiciam que Oscar já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia. A assessoria informou ainda que o velório será fechado para a família.

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Conhecido como “Mão Santa”, Schmidt eternizou a camisa 14 da Seleção Brasileira de Basquete. Oscar lutou durante 15 anos contra um tumor cerebral. No começo de abril, o filho dele, Felipe Schmidt, recebeu uma homenagem no lugar do pai no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Nas redes sociais, Felipe divulgou uma homenagem em memória ao pai, a quem se referiu como um herói que deixou um legado no basquete que poucos alcançaram”. “Hoje o mundo perde um ídolo, e eu perco meu pai. Hoje não está sendo um dia fácil. Quando as pessoas diziam que a dor de perder um pai ou uma mãe é inexplicável, elas tinham razão. Um vazio se cria dentro de você, você fica sem chão, e parece que um pedaço de você foi arrancado”, escreve a publicação.

A trajetória de Oscar Schmidt

Nascido em Natal (RN) no dia 16 de fevereiro de 1958, Oscar Schmidt jogou profissionalmente por 28 anos, entre 1975 e 2003. Vestiu as camisas de equipes como Palmeiras, Sírio, Corinthians, Barueri e Flamengo, além de ter atuado por times da Itália e da Espanha. Foi campeão mundial em 1979 pelo Sírio, conquistando também três edições do Campeonato Brasileiro (1977 pelo Palmeiras, 1979 pelo Sírio e 1996 pelo Corinthians), entre outros títulos.

Pela Seleção Brasileira, foram quase 20 anos, entre 1977 e 1996. Ao longo deste período, teve como principal momento a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis (EUA), vencendo os Estados Unidos na final por 120 a 115. Teve também um bronze no Mundial de 1978, disputado nas Filipinas. Disputou ainda cinco Olimpíadas: Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996. Com 7.693, é o maior cestinha da história da Seleção Brasileira.

Foto: Reprodução

Oscar participou do draft de 1984 na NBA, que contou com nomes como Michael Jordan, Charles Barkley, John Stockton e Hakeem Olajuwon. Foi selecionado pelo New Jersey Nets (atual Brooklyn Nets) na sexta rodada, mas abriu mão da vaga para poder continuar defendendo a seleção brasileira – até 1989, jogadores da NBA eram proibidos de defender as respectivas seleções nacionais.

Ao todo, Oscar marcou 49.973 pontos na carreira, aposentando-se como o maior cestinha do basquete mundial. A marca só seria superada em abril de 2024, por LeBron James. Oscar se casou em 1981 com Maria Cristina, com quem teve dois filhos: Filipe (nascido em 1986) e Stephanie (de 1989). Em 2011, foi diagnosticado com um câncer no cérebro, informando em 2022 ter se curado da doença. Nos últimos anos, vinha se dedicando a participar de palestras pelo Brasil.

*Com informações de Band.com.br

           

             

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