13 de outubro de 2026
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Cotidiano

Música brasileira perde Netinho, um dos nomes marcantes do axé

O artista baiano enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos

O cantor Netinho, um dos nomes marcantes da música axé no Brasil, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista em uma publicação nas redes sociais. Nos últimos meses, ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, doença que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

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Em nota publicada no Instagram oficial do cantor, a equipe lamentou a morte e destacou a trajetória artística construída ao longo de décadas, marcada pela energia, pela inovação e pela conexão com o público. “Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível”, diz o comunicado. A assessoria também informou que o cantor partiu de forma tranquila. Segundo a nota, nos últimos meses ele costumava expressar satisfação com a própria trajetória e com as experiências vividas. “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei”, costumava dizer.

Com sua voz e presença de palco, Netinho conquistou espaço entre os grandes representantes do axé, gênero musical que ganhou projeção nacional a partir da Bahia e se tornou um dos símbolos da música e do Carnaval brasileiro. Sua trajetória deixa uma marca na cultura popular e na memória de fãs que acompanharam sua carreira.

O que é linfoma não Hodgkin de células B?

É um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, parte do sistema imunológico responsável pela defesa do organismo contra infecções e doenças. A doença tem origem nos linfócitos B, células brancas do sangue que produzem anticorpos. Existem diferentes subtipos desse linfoma, com características e comportamentos distintos: alguns apresentam crescimento lento, enquanto outros evoluem rapidamente. A classificação correta é fundamental para definir o tratamento mais adequado.

Entre os sinais e sintomas estão o aumento indolor dos gânglios linfáticos, conhecido como ínguas, principalmente no pescoço, nas axilas ou na virilha, além de febre persistente, suor noturno intenso, perda de peso sem causa aparente e cansaço. O diagnóstico geralmente envolve avaliação clínica, biópsia do tecido afetado e exames complementares para identificar o subtipo e a extensão da doença. O tratamento varia conforme essas características e pode incluir imunoterapia, quimioterapia, medicamentos específicos, radioterapia ou a combinação de diferentes abordagens. A avaliação por uma equipe especializada em hematologia ou oncologia é essencial para orientar a conduta.

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