Regiões de Santa Catarina são suscetíveis a riscos e já são monitoradas
O nível médio dos oceanos está subindo em um ritmo sem precedentes nos últimos 4.000 anos, segundo um estudo da Universidade Rutgers. De acordo com os cientistas, a combinação entre a elevação do mar e a subsidência do terreno torna áreas de baixa altitude, especialmente em deltas de rios, cada vez mais vulneráveis.
Embora o estudo tenha abrangência global, alguns riscos já são observados em diferentes partes do litoral brasileiro. Em Santa Catarina, a combinação entre ocupação urbana próxima à faixa de areia, baixa altitude em diversos trechos costeiros e a dinâmica natural das marés já resulta em áreas historicamente mais suscetíveis à erosão e à instabilidade da linha de costa.
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Em alguns pontos do estado, processos de recuo da faixa de areia e avanço do mar já são monitorados por especialistas e têm impacto direto sobre infraestrutura urbana, especialmente em regiões balneárias mais densamente ocupadas. O estudo aponta que, desde 1900, o nível do mar sobe cerca de 1,5 milímetro por ano, o ritmo mais rápido identificado em qualquer século dos últimos quatro milênios. Por cerca de 4.000 anos, o nível dos oceanos permaneceu relativamente estável antes de começar a acelerar a partir do século XIX.
Os pesquisadores também estimam que grande parte da subsidência urbana recente está ligada à atividade humana, como a extração de água subterrânea.
A reconstrução histórica foi feita com base em registros naturais, como recifes de coral e manguezais, além de medições modernas de marégrafos. Um modelo estatístico ajudou a integrar os dados antigos e recentes, reduzindo incertezas. Entre os principais fatores estão o aquecimento global, que faz os oceanos se expandirem, e o derretimento de geleiras na Groenlândia e Antártica, que adiciona água aos mares.
Para chegar às conclusões, os cientistas analisaram registros naturais como recifes de coral e manguezais preservados ao longo de milhares de anos. Esses indicadores permitem estimar antigas posições da linha costeira durante o período conhecido como Holoceno. Os dados foram combinados com medições modernas de marégrafos, equipamentos que monitoram o nível do mar ao longo do tempo. A equipe também utilizou um modelo estatístico chamado PaleoSTeHM para integrar informações antigas e recentes, reduzindo incertezas na reconstrução histórica.
Possíveis soluções
Apesar do cenário preocupante, os cientistas afirmam que algumas ações podem ajudar a reduzir os riscos. Entre elas estão o controle da extração de água subterrânea e o manejo adequado do subsolo urbano.
Essas medidas não interrompem a elevação do nível do mar, mas podem desacelerar o agravamento do problema em áreas costeiras densamente povoadas, ganhando tempo para adaptação urbana.
O estudo, publicado na revista Nature e apoiado por instituições como a Fundação Nacional de Ciência dos EUA e a NASA, reforça a importância do planejamento costeiro diante da aceleração das mudanças nos oceanos.
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