Não é novidade para ninguém que Avaí e Figueirense vivem um caos financeiro. Mas o exemplo de um deveria servir para o outro nas atitudes, na maneira de fazer e no histórico que serviu de exemplo. O Figueirense tem um longo currículo de problemas que somente agora, depois de longos e sofríveis anos, parecem estar encontrando um caminho. Mesmo não se refletindo ainda no futebol, o clube alvinegro destituiu sua maior liderança, encontrou investidores e agora, com a união de todos, consegue ter duas propostas que, boas ou não, estão sob a mesa e podem ser a tábua de salvação do alvinegro.
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Do outro lado da Ilha, temos o Avaí, que vem discutindo a SAF há, no mínimo, dois anos, com seminários, reuniões e muitas divergências. Como disse anteriormente, a conta chegou para o Avaí, que vem “vendendo o almoço para comprar a janta”. E mesmo na Série B, com maiores investimentos, vem sofrendo com a falta de fluxo de caixa e com as dívidas que só aumentam. Isso também não é assunto novo por aqui.
Nesta segunda-feira, o Conselho se reuniu para que o presidente explanasse, através de um vídeo (pois estava em viagem), sobre as dificuldades que o clube passa. E a sugestão de curto prazo seria a criação de comissões para levantar fundos para ajudar o clube a se manter. Afinal de contas, o dinheiro acabou. Só que aí é que está o problema: o Avaí está discutindo algo paliativo enquanto a situação que pode resolver o problema está ali na frente, emperrada por questões judiciais. A reunião de ontem, além de ser um pedido de socorro da executiva do clube acenando ao Conselho que o Avaí está no vermelho, também serviu para demonstrar aquilo que já venho dizendo há um bom tempo: apontar o dedo, encontrar culpados, vaidades e rancor não vão resolver o problema, e não traz as soluções para o Avaí.
Enquanto o Figueirense se organiza, recebe investidores e estuda propostas para salvar o clube, o Avaí e seus conselheiros dão um banho de teimosia. Esta queda de braço judicial, de narrativas e falácias que impede o Leão de andar para frente, não tem outro caminho a não ser colocar o clube na Série C. E ao invés de o Conselho e a direção do Avaí olharem para o exemplo do Figueirense como um time que foi ao fundo do poço para entender que unidos seriam mais fortes, o Avaí passa alheio a este exemplo e continua na queda de braço sem fim.
Vou repetir: BAIXEM SUAS ARMAS. A Saf é um remédio que pode ter efeitos colaterais se aplicado na dose errada, mas, de fato, é um remédio que precisa ser aplicado tanto no Avaí quanto no Figueirense. E, nessa, o Figueirense, que acordou, está goleando o Avaí.
Diretoria e Conselho do Avaí, ou a discussão amadurece ou vocês vão colocar o Avaí em um retrocesso de 25 anos. A Série C nunca foi tão real para o clube como é agora. A SAF não é a solução; a SAF é o remédio que os dois clubes de Florianópolis precisam tomar. O Figueirense está se medicando após uma piora muito grande, e o Avaí é um paciente na UTI, teimoso, que não quer enxergar a realidade. Sem SAF e sem a vinda de um investidor, o caminho é a Série C ou coisa pior.
EXCLUSIVO: Baldini não veste mais a camisa do Avaí
Informação do colunista Filipe Costeira revela que zagueiro foi contratado pelo Athletico-PR
O zagueiro Bruno Baldini, revelado pelo Avaí, não joga mais pelo “Leão da Ilha”. O atleta de 19 anos foi negociado com o Athletico-PR e deve se despedir do clube de Florianópolis em breve. A informação é de Filipe Costeira, colunista do Portal TVBV Online.





