O Brasil chegou a esta Copa do Mundo em construção, completamente desacreditado e com um misto de ceticismo e esperança de que o histórico peso da única camisa pentacampeã valesse de algo. Na primeira partida da fase de grupos, um futebol pobre e pouco produtivo foi apresentado, com poucas armas de ataque e uma facilidade enorme de o adversário penetrar no meio-campo. O Marrocos não venceu, mas impôs muitos riscos à meta do Brasil.
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Já na segunda partida, contra o Haiti, o adversário era frágil, deixou espaços e a Seleção cumpriu seu papel. Jogando razoavelmente bem, fez seus gols e apresentou melhorias defensivas, com potencial inteligência no desarme (como gosta Ancelotti) e o protagonismo das referências do time aparecendo: Vini Junior e Matheus Cunha fizeram os gols e trouxeram a tranquilidade da primeira vitória por 3 a 0.
A consolidação
Na terceira partida, contra a Escócia, o desafio era um pouco mais difícil. Além da pressão por jogar bem, era necessária uma vitória com um número expressivo de gols para garantir a primeira colocação do grupo, o que facilitaria a logística e traria a possibilidade de um adversário mais frágil. Mas a Seleção não fez só isso. Pela primeira vez nesta Copa, fiquei completamente satisfeito de assistir a uma partida da Seleção. A vitória por 3 a 0 foi construída ao natural, com o time funcionando muito bem em seu sistema defensivo, tendo agilidade nas transições para o ataque e muita inteligência nas conclusões em gol — principalmente nos pés de Vini Junior, que teve como grandes companheiros de ataque Matheus Cunha e Rayan. A Seleção ainda não encontrou a perfeição; sabemos que a Escócia não é aquele primor de futebol que poderia ameaçar nossa “amarelinha”. No entanto, o futebol apresentado e a organização da equipe me deixam mais convencido de que podemos ir mais longe nesta Copa.
Vini Junior finalmente chamou o protagonismo para si e tem sido decisivo a cada lance em que põe os pés na bola. Neymar Junior, embora ainda um pouco fora de ritmo, deu passes decisivos para gol e pode ajudar muito a Seleção; ganhando ritmo de jogo e não se lesionando, pode ser um “banco de luxo” e conquistar o espaço necessário nesse time ao longo do tempo. Mas atenção: agora, quem perdeu, vai para casa, e os erros têm que ser mínimos. A meu ver, a Seleção chega em condições de passar para as oitavas de final, independentemente do adversário, mas vai precisar jogar futebol para isso. Que a partida contra a Escócia seja o exemplo claro de como agir nesta Copa.
Jogos desta quinta-feira definem próximo adversário do Brasil na Copa
Grupos D, E e F entram em campo; Alemanha e EUA são as seleções já classificadas para a segunda fase
O adversário da seleção brasileira na fase de 32 da Copa do Mundo de 2026 será definido na noite desta quinta-feira (25). Holanda, Japão e Suécia, do grupo F, são os possíveis rivais e quem ficar em segundo lugar cruza o caminho da “Amarelinha” na próxima fase do torneio. A Tunísia, última colocada do grupo, já não tem mais chances de passar na vice-liderança.





