Ação do GAECO e da Polícia Militar cumpre mandados em Florianópolis e cidades de SP; investigação aponta sequestro, tortura, extorsão, ameaça e tráfico de drogas
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) atua, nesta quarta-feira (12), em apoio à Operação “Patrocínio Fiel”, deflagrada pelo GAECO do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Militar. A ação cumpre mandados contra sete suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de participar do sequestro, tortura, extorsão e ameaças contra um advogado da Baixada Santista, com diligências também realizadas em Florianópolis. O objetivo dos mandados é interromper a atuação dos investigados, preservar a integridade da vítima e reunir provas para o avanço das investigações.
As medidas são cumpridas na Capital catarinense, além de Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, na Baixada Santista. Os mandados foram cumpridos em residências de investigados, empresas apontadas como ligadas ao grupo criminoso e o imóvel que, segundo as investigações, teria sido utilizado como cativeiro da vítima.
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Advogado teria sido sequestrado após disputa judicial
Segundo as investigações, o caso teria começado a partir de uma disputa cível envolvendo a dissolução de uma sociedade empresarial. Uma das partes seria ligada ao PCC e teria ficado insatisfeita com a atuação do advogado que representava a outra pessoa no processo. A partir disso, o profissional teria sido sequestrado há cerca de três ou quatro meses. De acordo com a apuração, ele foi levado para um imóvel na Vila Esperança, em Cubatão, onde teria sido mantido em cativeiro, torturado e ameaçado.
Os investigadores apontam que os sete alvos teriam participado do crime de diferentes maneiras. Alguns teriam atuado diretamente no cativeiro, enquanto outros teriam participado por meio de chamadas de vídeo ou fornecido apoio para a execução do sequestro. Após o episódio, a vítima teria continuado a ser alvo de ameaças e intimidações relacionadas à disputa judicial.
Investigação também apura tráfico de drogas
Além dos crimes relacionados ao sequestro do advogado, as autoridades identificaram indícios de que integrantes do grupo estariam envolvidos com o tráfico de drogas. A investigação apura ainda o possível uso de estruturas ligadas à organização criminosa para armazenar, preparar e comercializar entorpecentes. Os investigadores também buscam identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação do PCC na região.
Durante o cumprimento das medidas, três investigados foram presos, segundo informações divulgadas sobre a operação. Um quarto alvo, identificado como José Armerindo, conhecido como “Piu”, teria morrido após entrar em confronto com policiais militares durante a ação. Outros três investigados não haviam sido localizados e eram considerados foragidos.
As diligências foram realizadas pela ROTA, pelo 3º Batalhão de Choque, pelo Canil e pelo Comando de Operações Especiais (COE), além da participação do GAECO do MPSC em Florianópolis (SC).
As investigações seguem sob sigilo para preservar o andamento das diligências e garantir a responsabilização dos envolvidos.
Entenda o GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa que atua no combate às organizações criminosas. Em Santa Catarina, o grupo reúne o Ministério Público, a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Penal, a Receita Estadual e o Corpo de Bombeiros Militar. A unidade trabalha na identificação, prevenção e repressão da atuação de organizações criminosas no Estado.
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