19 de abril de 2026
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Policial

Operação investiga empresário em esquema de contratos superfaturados em SC

Foto: MPSC
GAECO cumpre mandados no Oeste catarinense e apura uso de empresas de fachada para simular concorrência e elevar valores de contratos públicos

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (15), dois mandados de busca e apreensão em Xaxim, no Oeste do estado, durante a Operação Fraus Petrae. A operação investiga suspeitas de fraude em licitações para o fornecimento de pedra brita no município. Os mandados foram cumpridos na residência de um empresário investigado e na sede da empresa supostamente envolvida no esquema.

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Segundo o Ministério Público, há indícios de que empresas de fachada foram utilizadas para simular concorrência em licitações da Prefeitura de Xaxim. Ainda conforme apurado, o grupo teria apresentado propostas com valores artificialmente reduzidos para vencer as licitações e posteriormente elevado os custos dos contratos por meios de aditivos, reajustes ou pedidos de reequilíbrio considerados indevidos.

Os materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Científica para análise pericial. A partir dos laudos, o Gaeco pretende aprofundar as investigações, identificar outros possíveis envolvidos e apurar a eventual existência de uma organização criminosa. A investigação segue em sigilo.

A ação foi realizada em apoio a um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) conduzido pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Xanxerê, com atuação regional na área da moralidade administrativa.

O nome da operação, Fraus Petrae, expressão em latim que significa “fraude de pedra”, faz referência ao objeto das licitações investigadas e à suposta dinâmica de manipulação da concorrência, seguida da elevação irregular dos valores contratuais.

Foto: MPSC

           

             

Ex-vereador de Florianópolis se entrega à prisão após condenação por lavagem de dinheiro

Badeko havia sido alvo da Operação Aves de Rapina, em 2014, que revelou esquema de corrupção envolvendo empresários e vereadores

Foi preso nesta terça-feira (15) o ex-verador de Florianópolis Marcos Aurélio Espíndola. Conhecido como Badeko, ele se entregou na Penitenciária Masculina de Florianópolis, onde passa a cumprir a pena de oito anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro.