29 de julho de 2026
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Pesquisa revela que 70% dos brasileiros já consideraram praticar swing

Foto: Imagem criada por Inteligência Artifical/Band
Levantamento do Sexlog indica que 41,8% da população tem curiosidade sobre o assunto; data comemorativa promove eventos em seis estados do país

Uma pesquisa inédita revela que sete em cada dez brasileiros já consideraram praticar o swing em algum momento da vida. O levantamento traz um panorama sobre a aceitação e o comportamento em relação à troca de casais. Os dados indicam que 41,8% dos entrevistados afirmam ter curiosidade sobre a prática, enquanto 28,8% relatam ter experimentado ao menos uma vez e 26,4% declaram ser praticantes ativos atualmente.

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Entre as pessoas que já fazem parte da comunidade liberal, a percepção sobre a atividade costuma ser positiva: 31% dos adeptos afirmam que a prática trouxe um impacto extremamente positivo para o relacionamento.

Dados estaduais e perfil dos praticantes

A pesquisa desconstrói a ideia de que a prática do swing esteja concentrada exclusivamente no Sudeste. Em termos proporcionais, o estado de Roraima lidera o ranking de praticantes ativos no país, com 35,7%, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 32,1%, e pela Bahia, com 31,6%.

Outro dado que quebra estereótipos diz respeito à faixa etária dos praticantes. Embora 58,9% da população acredite que os Millennials sejam os principais adeptos do swing, o maior índice real de prática ocorre entre pessoas de 55 a 64 anos, faixa na qual 28,4% afirmam praticar a troca de casais.

O levantamento detalha ainda o perfil do público em seis unidades federativas:

  • Bahia: Apresenta 31,6% de praticantes ativos. A busca por conexão com outras pessoas é apontada por 19,9% dos respondentes como o principal atrativo.
  • Maranhão: Registra que 86,5% dos entrevistados consideram a sociedade brasileira aberta ao tema, enquanto o medo de julgamento fica em 13,5%.
  • Rio de Janeiro: Apresenta a maior taxa de prática efetiva entre as capitais analisadas, somando 61,6% entre os que já experimentaram e os que mantêm a prática ativa. A frequência mensal é a mais citada por 33,8% dos cariocas.
  • São Paulo: Registra que 30,8% dos respondentes já experimentaram o swing ao menos uma vez, porém o índice de praticantes ativos é de 24,4%.
  • Distrito Federal: Apresenta 32,9% de pessoas que já experimentaram a prática. Ao mesmo tempo, aponta o maior receio de julgamento (17,1%) e a maior demanda por menor influência religiosa (27,2%).
  • Santa Catarina: Concentra a maior taxa de curiosos que ainda não praticaram (44,6%) e a maior proporção de relacionamentos abertos declarados (5,9%).

Mobilização nacional e origens da data

Celebrado no segundo sábado de agosto, o Dia do Swing motiva a realização da terceira edição do Swingaço. O evento prevê ações virtuais, como transmissões e podcasts, além de programações em estabelecimentos parceiros localizados em Salvador, Passo do Lumiar (MA), Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo.

A diretora de marketing da plataforma responsável pelo estudo, Mayumi Sato, pontua que grande parte do público interessado evita dar o primeiro passo devido ao medo de julgamento externo.

A data comemorativa foi introduzida no calendário brasileiro pelo casal Marina e Márcio. Após conhecerem a celebração em um evento internacional em 2017, eles importaram a ideia com o objetivo de promover o debate sobre consentimento e relações consensuais não monogâmicas, buscando afastar o tema da marginalização.

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