Buscar abrigo e ajudar pessoa atingida pelo fenômeno exige cautela
Após a morte de uma mulher de 39 anos que foi atingida por um raio na Praia da Pinheira, em Palhoça, o alerta para os perigos de ficar na praia em dias de chuva voltou à tona. Buscar abrigo e ajudar uma pessoa que foi atingida pelo fenômeno requer cautela.
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Quando um raio se forma, ele busca o caminho mais curto entre a nuvem e o solo. Por esse motivo, árvores, postes e antenas são frequentemente atingidos pelo fenômeno. No entanto, em áreas abertas, como praias, dunas e campos, uma pessoa em pé pode facilmente se tornar o ponto mais alto do entorno e atrair a descarga.
Além disso, água e estruturas metálicas elevam o perigo, pois são condutores de eletricidade e podem propagar a descarga elétrica em seu entorno caso sejam atingidos. Diante disso, a orientação é que ninguém permaneça no mar ou na faixa de areia ao observar a presença de nuvens carregadas de chuva.
É importante destacar que guarda-sóis, varandas, barracos, celeiros e árvores não são abrigo contra raios e podem espalhar a eletricidade caso sejam atingidos. O indicado é buscar abrigo em casas ou comércios.
Caso a pessoa não encontre abrigo a tempo, é importante se afastar de pontos altos, evitar ficar isolado em áreas abertas e se manter agachado com os pés juntos até a tempestade passar. Além disso, não se deve deitar no chão.
O carro também pode ser um abrigo nessas situações, desde que a pessoa fique dentro do veículo com os vidros fechados e não encoste em partes metálicas. A lataria metálica do carro funciona como uma proteção que conduz a corrente elétrica até o chão.
Como ajudar uma pessoa que foi atingida por um raio
Em primeiro lugar é importante esclarecer que quando um raio atinge uma pessoa, a eletricidade não permanece carregada no corpo, portanto não há perigo em tocar na pessoa após a descarga. Entre as principais consequências do acidente estão queimaduras na pele, parada cardiorrespiratória e danos ao coração, pulmão e sistema nervoso central.
A orientação é acionar o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) imediatamente por meio do número 193 e levar a pessoa para um lugar seguro para evitar novos danos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 20% e 30% das pessoas atingidas pelo fenômeno perdem a vida, enquanto os cerca de 70% que sobrevivem enfrentam sequelas graves.
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