Vamos voltar no tempo, mais precisamente ao dia 24 de abril de 1866, quando a antiga Desterro despertou sob o peso de uma explosão que abalou a rotina de uma cidade inteira. Nesse dia, o primeiro prédio da Alfândega desapareceu — e não foi por esquecimento, mas por um duro golpe que atingiu o coração da antiga Desterro.
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Era sete horas, e o movimento no centro já desenhava o cotidiano: canoas chegando carregadas de mercadorias, colonos descarregando produtos, passos apressados em direção ao mercado. O vai e vem da vida simples se repetia normalmente na então pequena cidade de cerca de 12 mil habitantes.
O prédio da Alfândega, erguido na esquina do Largo do Palácio com a Rua do Príncipe (atualmente em frente à Praça Fernando Machado, ao lado da Praça XV de Novembro), foi atingido por uma explosão violenta, provocada pelo armazenamento de material inflamável. Em poucos segundos, a construção, com origem em 1778, foi reduzida aos alicerces.
Na época, o caso foi retratado pelo jornal O Despertador, que classificou a situação como um “desastre horrível”. O relato dá conta de um estrondo que fez estremecer edifícios distantes, quebrou vidraças — tudo seguido por um grande incêndio. A população, assustada, correu em direção ao local e, em poucos minutos, mais de mil pessoas se aglomeravam diante das ruínas ainda fumegantes.
A tragédia deixou marcas humanas profundas: dez mortos, além de feridos graves e leves — nomes que atravessaram páginas e o tempo, entre portugueses, alemães e brasileiros. Entre as vítimas, havia também pessoas escravizadas, registradas apenas pelo primeiro nome. O impacto atingiu ainda o antigo mercado, e a precariedade dos recursos dificultou o combate às chamas. O controle do incêndio só foi possível com a ajuda de embarcações no porto, evitando que o prejuízo se espalhasse pelo comércio ao redor.
A alfândega não era apenas um edifício, mas o elo entre a ilha e o mundo, entre o que chegava e o que partia. A reconstrução veio apenas uma década depois. Em 1876, o novo edifício da Alfândega de Florianópolis foi inaugurado e permanece até hoje ao lado do Mercado Público.
Catarinenses vão mal nas séries A e B, mas bem na C no fim de semana
Destaque negativo foi a Chapecoense, que foi goleada pelo Botafogo e chegou ao 10º jogo sem vitória
O fim de semana de futebol foi cheio de jogos das equipes catarinenses nas três primeiras divisões do Campeonato Brasileiro. Nas séries A e B, o rendimento foi ruim, com três derrotas nas três partidas dos times de Santa Catarina. Já na terceira divisão, Barra e Figueirense pontuaram, com destaque para o alvinegro, que teve a estreia do técnico Raul Cabral e conquistou a primeira vitória na série C deste ano.







