23 de julho de 2024
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Paulo Chagas

R$ 1 bilhão por ano para transformar as rodovias federais em SC

Superintendente do Dnit apresenta investimentos em rodovias federais e destaca andamentos das obras / Foto: Filipe Scotti

O superintendente regional do DNIT em SC, Alysson Rodrigues, avaliou que seriam necessários R$ 1 bilhão por ano nos próximos 3 anos em investimentos nas rodovias federais sob a responsabilidade do órgão para melhorar significativamente a trafegabilidade e a qualidade das vias. A estimativa levou em conta investimentos em obras já em andamento, novos investimentos já em fase de projeto e também a recuperação e manutenção de rodovias por todo o estado. A afirmação de Rodrigues foi feita durante a reunião conjunta do Conselho Estratégico para Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense e da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de SC (FIESC) que ocorreu na última quinta-feira, dia 4, durante a programação da Feira Internacional de Negócios (FIN), em Florianópolis. Ele destacou que a previsibilidade e a continuidade são essenciais para o planejamento do DNIT, considerando que os investimentos são de longo prazo.

Participação das entidades representativas

Presidente da Câmara de Transportes e Logística da FIESC, Egídio Martorano

Por outro lado, chamou atenção para a importância para que as entidades representativas se manifestem e chamem a atenção para os gargalos e problemas e para a necessidade de continuidade e finalização de obras, para que possamos ter essa previsibilidade de recursos. Por sua vez, o presidente da Câmara de Transportes e Logística da FIESC, Egídio Martorano corrobora a importância da previsibilidade e da boa gestão dos recursos. Reconheceu que os investimentos federais estão chegando. Em 2023 foi um investimento recorde de R$ 1 bilhão dos R$ 1,4 bilhão previstos no Orçamento da União. “Mas a demanda é por maior previsibilidade e melhor gestão desses recursos, para que se possa ter uma programação de obras”, destacou Martorano. Por fim, numa avaliação periódica das rodovias de responsabilidade do Dnit, a identificação que 22% das estradas estão classificadas como ruins ou péssimas.

Grande encontro mobiliza lideranças do Partido Liberal em Chapecó

PL em Chapecó / Crédito foto: Eduardo Valente

O Partido Liberal tem realizado grandes encontros regionais por todo o Estado. Na sexta-feira (5), foi a vez de Chapecó testemunhar a organização e a mobilização do partido. O evento contou com forte representação de lideranças, a começar pelo governador Jorginho Mello e a vice, Marilisa Boehm. Com eles, a expressividade ainda do senador Jorge Seif, dos deputados federais Caroline de Toni, Daniela Reinehr e Zé Trovão, dos deputados estaduais Edilson Massocco e Maurício Eskudlark, e do Secretário da Agricultura, Valdir Colatto, além de prefeitos e vereadores da região. No final das contas, cerca de mil pessoas lotaram o Clube Recreativo Chapecoense. Sem dúvida, o evento político serviu para marcar o novo momento do PL, mostrando a força política do partido em Chapecó e em toda a região.

Candidaturas ao legislativo

No encontro ainda não se falou em nominata para a majoritária, o que ficou para um segundo momento. Primeiro, tratou da apresentação de mais de 30 pré-candidatos a vereador em Chapecó. O que se viu foi uma chapa cheia e diversificada por segmentos. Irá mostrar competitividade no pleito, podendo eleger bons nomes. Portanto, a partir de agora resta esperar pelo que vem pela frente. O nome da deputada Caroline De Toni tem surgido como opção à Prefeitura. Porém, é algo que deve ser construído dentro da maior razoabilidade possível.

Há complexidade

O prefeito João Rodrigues (PSD) é o nome a ser vencido. Algo, teoricamente complexo e difícil, pois, tem a favor de si alto índice de aprovação. Além do mais, carrega consigo os mesmos princípios dos liberais e a amizade do ex-presidente Jair Bolsonaro. Imagino que ele não queira ver JR e um candidato de Jorginho Mello, se digladiando pelo poder em Chapecó, e na mesma vertente ideológica. Por mais apelo que o PL tenha, imagino que a junção dos propósitos esteja mais próxima do ideal. João é um líder que desconfigura dentro do PSD, exatamente pelo modo de agir e de pensar. Não seria nada anormal ter no pleito que se avizinha, em Chapecó, PSD e PL, juntos. Essa é a minha tese. Aliás, Bolsonaro, por certo, estará na cidade no momento certo, e não vai querer ver os amigos em lados opostos. Seja como for, o tema agora se torna o segundo momento nas discussões dentro do PL.

PSD de Lages busca forças com discursos de motivação

Pré-candidatos à Câmara de Vereadores / Foto: Paulo Chagas

Numa fase em que nada ajuda dentro das fileiras do Partido Social Democrático (PSD), de Lages, por razões conhecidas e muito evidenciadas pela Operação Mensageiro, um encontro modesto foi realizado na última sexta-feira (5). Longe dos já vistos no passado recente, pouco mais de 300 pessoas participaram. Ocasião em que foram apresentados nomes para concorrer ao legislativo e discursos procurando motivar, além de algumas novas filiações. Destaque para a filiação de um vereador, Roberto Roque, que deixou o União Brasil (UB). Entre as principais lideranças, apenas o líder maior, o ex-governador Raimundo Colombo, o prefeito Antonio Ceron e alguns vereadores. O objetivo era, na verdade, tentar criar o melhor ambiente possível para as eleições municipais. Em Lages, a sigla, ao lado dos Progressistas, amarga uma forte rejeição, desde que foi desencadeada a Operação Mensageiro, e que culminou com a prisão do prefeito e de três secretários.  Confesso que esperava algo mais das lideranças, além de discursos motivadores. No entanto, em termos de informações, vieram das palavras do prefeito Antônio Ceron, de que o Partido ainda está buscando a construção de uma chapa majoritária. Nenhum nome foi apresentado. De resto nenhuma novidade que pudesse causar impacto.