16 de julho de 2024
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Policial

Santa Catarina teve queda nas mortes violentas em 2023, aponta Polícia Civil

Levantamento observa diferentes indicadores em comparação ao mesmo período no ano passado

O estado de Santa Catarina teve uma queda nos casos envolvendo mortes violentas em 2023, aponta um levantamento realizado pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) e compreendem o período de 1º de janeiro a 4 de dezembro deste ano, em comparação ao mesmo período período do ano passado.

Segundo o balanço, o número de homicídios caiu em 2,46%. Crimes de lesão corporal seguida de morte também tiveram redução de 31,5%. Já os casos de latrocínio (morte causada com a finalidade de roubo) caíram em 47%.

As estatísticas equivalem ao registro de 6,9 homicídios por 100 mil habitantes em Santa Catarina. No mesmo período do ano passado, esse número chegou a 9,1 homicídios por 100 mil habitantes.

 

A PCSC também bateu um novo recorde no cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão. Entre os dias 1º de janeiro e 4 de dezembro deste ano, foram cumpridos 7.511 mandados de busca e apreensão e outros 5.584 mandados de prisão.

Isso significa que nos 11 primeiros meses do ano, os mandados de busca e apreensão cumpridos cresceram em 59,67%. O delegado-geral Ulisses Gabriel explicou que as ordens judiciais são destinadas a encontrar provas, drogas, armas, documentos, computadores e celulares. “O objetivo é buscar elementos de prova de quem cometeu o crime”, assinalou. Já o cumprimento de mandados de prisão cresceu 66,09%.

Para o delegado-geral da PCSC, os números refletem o comprometimento e a qualidade dos profissionais que atuam na Polícia Civil de Santa Catarina. “Mérito dos nossos policiais, com o apoio do governador Jorginho, integração com o Ministério Público e a agilidade do Poder Judiciário”, disse.

Ulisses Gabriel lembrou que, ao assumir a condição de delegado-geral da Polícia Civil, recebeu do governador Jorginho Mello o pedido para qualificar o atendimento ao cidadão e ser linha dura contra a criminalidade. “A partir daí criamos um planejamento estratégico de atuação para combater o crime, para melhorar cada vez mais o ambiente de trabalho do policial, para poder recepcionar melhor a vítima, para buscarmos processos de gestão que devem ser aplicadas à Polícia Civil para que ela seja mais eficiente e também situações envolvendo orçamento e inspiração, motivação dos servidores”, enfatizou o delegado-geral.

 

Foto: Divulgação/Maxim Hopman/Unsplash