Junho chega trazendo o frio, mas também uma oportunidade de aquecer o olhar. Sete exposições convidam moradores e visitantes de Florianópolis a desacelerar, contemplar e mergulhar em universos criados por artistas que transformam memórias, paisagens, afetos e inquietações em arte. Espalhadas por galerias, centros culturais e espaços independentes da Capital, as mostras oferecem um roteiro gratuito por diferentes linguagens artísticas, da pintura à cerâmica, da tapeçaria às instalações e performances.
Na Fundação Cultural Badesc, três exposições ocupam os espaços do casarão histórico. Em “Cartografias das Reexistências”, a artista Renata Felinto apresenta pinturas, fotografias, vídeos e ações performáticas que propõem reflexões sobre identidade e resistência. Já a chapecoense Giovana Tartas, em “Antes de Voltar à Terra”, transforma lembranças do cotidiano rural em obras que investigam território, trabalho e pertencimento. No jardim da instituição, a coletiva “O Que Eu Vejo É O Beco” reúne nove artistas em uma ocupação que amplia os diálogos entre arte contemporânea e espaço urbano.
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O percurso segue pela Helena Fretta Galeria de Arte, onde o artista florianopolitano Walmor Corrêa presta homenagem ao legado científico e botânico de Raulino Reitz. A exposição “Bromeliário” apresenta mais de 40 obras entre pinturas, gravuras, esculturas e objetos tridimensionais, aproximando arte e natureza em uma celebração da biodiversidade catarinense. Na Galeria Berlin, a artista Ana da Nova convida o público para uma experiência em “O Íntimo, O Inseparável, O Resto”. São tapeçarias produzidas manualmente e trabalhos em técnica mista exploram as marcas deixadas pelo tempo e pelas relações humanas.
Junho também reserva espaço para novas aberturas. A partir desta semana, a artista drag Eco Zazu apresenta “ECOZONA na Galeria Lama. É um trabalho que transforma materiais descartados em obras carregadas de criatividade e reinvenção. Já Rodrigo Levél inaugura, no Luz Instalação Bar, a mostra “Linha de Produção Sensível”, que provoca reflexões sobre os impactos da lógica industrial, do mercado e das redes sociais na criação artística contemporânea. Mais do que exposições, as sete mostras compõem um convite para redescobrir Florianópolis por meio da arte.
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