14 de abril de 2026
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STF abre inquérito contra ministro do STJ suspeito de assédio sexual

Foto: Gustavo Lima/STJ
Marco Buzzi foi alvo de denúncia por uma jovem de 18 anos após importunação na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (14) abrir um inquérito para apurar as denúncias de assédio sexual feitas contra o ministro afastado Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Polícia Federal (PF) tem agora um prazo inicial de 60 dias para concluir a investigação.

A primeira acusação contra Buzzi foi feita por uma jovem de 18 anos, que disse ter sido importunada sexualmente pelo ministro durante um banho de mar na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, onde ela se hospedava com os pais na própria casa do magistrado. Em seguida, com a repercussão do caso, ao menos mais duas mulheres buscaram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para também relatar assédio por parte de Buzzi, dessa vez no contexto de seu trabalho como magistrado.

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Em fevereiro, o plenário do STJ decidiu afastar Buzzi cautelarmente, enquanto uma sindicância sobre o caso é conduzida por três ministros relatores – Francisco Falcão, Antônio Carlos Ferreira e Raul Araújo. O prazo para a conclusão dos trabalhos foi adiado no mês passado e deveria se encerrar nesta semana.

A defesa de Buzzi chegou a pedir ao STF a suspensão da sindicância no STJ, mas Nunes negou o pedido. Na esfera criminal, o caso segue seu curso no STF, onde Buzzi tem foro privilegiado, sob a relatoria de Nunes Marques. O ministro analisa a denúncia apresentada pela mulher de 18 anos, que prestou depoimentos à polícia e ao CNJ.

O que diz a defesa

Desde que o caso veio à tona, Buzzi nega as acusações. Em nota nesta terça-feira, a defesa do ministro afirmou que ele sofre “campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa”. O texto, escrito pelos advogados Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta, afirma que “os reveses jurídicos pontuais desta fase inicial não alteram a realidade dos fatos: o ministro não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória”.

“É inaceitável que, sob o pretexto de uma causa relevante, se promova um verdadeiro linchamento moral, baseado em ilações, contra um magistrado com mais de quatro décadas de atuação irrepreensível e sem qualquer mácula em sua trajetória”, completa a nota.

Marco Aurélio Buzzi tem 68 anos e é natural de Timbó, no Vale do Itajaí. Ele foi indicado para a vaga do STJ em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff, após mais de oito anos atuando como desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

*Com informações de Agência Brasil.

           

             

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