Acabou a Farra investiga prática na comunidade da Costa da Lagoa e suposta organização criminosa
Uma megaoperação investiga 28 suspeitos de atuar na Farra do Boi na região da Costa da Lagoa, no Leste da Ilha. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis ligados aos acusados no último sábado (23), afim de coletar provas para a apuração.
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As ações ocorreram em residências na Costa da Lagoa, Lagoa da Conceição e Ingleses do Rio Vermelho, como parte da operação batizada de “Acabou a Farra”. Os mandados resultaram na apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia.
O crime apurado aconteceu em abril deste ano, quando um boi foi levado à comunidade pela água e amarrado. Ele foi submetido a maus-tratos extremos, tendo inclusive os chifres cortados e diversos ferimentos causados por açoites, e depois largado na rua para a prática da farra. Além desse crime, a polícia também investiga a suposta formação de uma organização criminosa. Segundo a apuração, os moradores que não compactuavam com a prática foram intimidados e agredidos, sendo, em alguns casos, obrigados a deixar suas residências para segurança.
A operação
A operação Acabou a Farra foi deflagrada neste sábado (23), com o cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão em residências ligadas aos investigados. As ações foram coordenadas pela Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DPA/DIC) e contaram com a participação de 42 policiais civis e 16 policiais militares, além de oito embarcações e duas motos aquáticas da Polícia Militar Ambiental.

Punição aos responsáveis
Os suspeitos serão investigados pelo crime e, caso considerados culpados, serão julgados pela prática. Se considerados culpados pelos crimes de Farra do Boi e associação criminosa, eles podem ser condenados a até quatro anos de prisão e multa. Para os participantes, o valor a ser pago pode chegar a R$ 10 mil. Aos organizadores, o ressarcimento máximo é de R$ 20 mil.
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